16/09/2020 09h32

Safra de grãos 2020/21 de SC vai crescer, estima a Epagri; produção de feijão terá alta de 15%

Aumento dos preços de alimentos está tirando o sono de milhares de brasileiros

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Fonte: NSC (Foto: Epagri, Divulgação)

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O aumento dos preços de alimentos está tirando o sono de milhares de brasileiros, mas no que depender dos agricultores de Santa Catarina, a produção da dupla preferida no prato dos brasileiros será um pouco maior, o que ajuda a reduzir preços. A quantidade produzida de feijão deve crescer 15,36% frente a safra anterior e alcançar 72.553 toneladas e para arroz a projeção é de aumento de 0,32% e chegar a 1.258.123 toneladas. A soma das projeções da Epagri para a safra de grãos 2020/21 do Estado – arroz, feijão, soja e milho – é de 6.613.851 de toneladas, 6,26% a mais do que as 6.224.309 toneladas da safra anterior.

 

Essas estimativas para grãos e outras para frutas, mandioca, milho silagem e tabaco foram divulgadas nesta terça-feira pela Epagri e a Secretaria de Estado da Agricultura. A conferência virtual foi acompanhada por lideranças do agronegócio de SC e executivos de instituições técnicas do agronegócio de diversos estados brasileiros. A meteorologista da Epagri Ciram, Gilsânia Cruz, informou que o fenômeno climático La Niña vai trazer chuvas entre normal e abaixo da média e temperatura acima do normal nos três próximos meses.

 

Sobre a safra de feijão, o analista de pesquisa da Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, explicou que a área de plantio no Brasil vem caindo anualmente. O país produzia uma média de 4 milhões de hectares e agora está em torno de 3 milhões. Em SC, a área plantada vinha caindo cerca de 7% ao ano porque é uma cultura que enfrenta falta de mão de obra e é mais sensível ao clima. Mas como o preço melhorou, a estimativa é de que haverá queda de apenas -0,8% da área plantada frente a safra anterior e a produção poderá chegar a 72.353 toneladas, volume 15,36% maior que na safra anterior. A produtividade deve crescer 16,9%.

 

Para o arroz, cultura em que Santa Catarina é o segundo maior produtor do país, a expectativa é de volume levemente acima da safra anterior, 0,32%. Como a produtividade da última colheita foi muito acima da média (alta de 13%), a projeção para este ano é que ela caia para a média de anos anteriores e a produção fique em torno de 1,2 milhão de toneladas, estima a economista da Epagri, Glaucia Padrão. A produtividade projetada é de 8.048 quilos por hectare.

 

– Quanto aos preços do arroz, o mercado perdeu a referência. A gente tinha um comportamento histórico, mas o preço não ficou dentro do esperado para o ano em função de uma conjunção de fatores. Primeiro, tivemos aumento de demanda no início da pandemia, quando houve um excesso de compra de produtos da cesta básica. E também tivemos um aumento de exportações pela alta do dólar. A nossa expectativa é de que os preços voltem a um patamar de normalidade a partir de janeiro, com o início da colheita da safra que está sendo plantada. Há, também a expectativa de que as exportações ajudem a reduzir os preços em breve. Mas como o mercado perdeu referência, é difícil dizer qual será o comportamento dos preços do arroz nos próximos meses – analisa Glaucia Padrão.

 

Para a soja, que a exemplo do arroz teve preços nas alturas em função das exportações, os técnicos da Epagri projetam safra de 2.456.005 toneladas, 7,02% mais que na safra anterior. O crescimento ficará um pouco abaixo da média anual, que tem alcançado 10,8%. A estimativa é de aumento de 6,87% de produtividade, chegando a 3.575 quilos por hectare.

 

Outro produto relevante para Santa Catarina e com preço pressionado pelas exportações é o milho. Na primeira safra, a área plantada cresceu 3,14%. A produção deverá chegar a 2.827.170 toneladas, 12,3% superior ao da colheita anterior e a produtividade ficará em 8.532 quilos por hectare, 8,9% mais do que na safra 2019/20.

 

Entre verduras e frutas, a Epagri estimou crescimento de 10,38% na produção de maçã fuji, de 20,42% da maçã gala e de 5,19% do tomate.

 

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