26/06/2020 09h03

Puma é atropelado em Ibirama

Animal foi encontrado morto na beira da Estrada Geral do Rio Sellin

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Fonte: Murilo Cristóvão Biólogo

Fonte: Murilo Cristóvão Biólogo

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Delta Ativa

Este animal foi encontrado morto na beira da Estrada Geral do Rio Sellin. É conhecido também por Gato Mourisco ou Jaguarundi e tem o corpo alongado, a cauda comprida e as patas muito curtas fazem-no lembrar a marta. A cabeça é pequena e o olho redondo. A pelagem é curta, cerrada e de cor castanho-acinzentada, parecendo mais escura quando os pelos estão alisados. O gato mourisco é encontrado no México e numa grande parte da América do Sul até o Paraguai, assim como no centro e no norte da Argentina. Nunca é encontrado nas planícies abertas. Permanece habitualmente nas moitas e nas matas pouco densas, onde caça, de preferência, ao romper da aurora e ao crepúsculo.

 

Se há ameaça de mau tempo, espera que este melhore antes de deixar o seu refúgio. Este animal alimenta-se principalmente de aves e de pequenos mamíferos como ratos, cutias, tapitis, mas chega às vezes a matar um veadinho. Alguns zoólogos afirmam que ataca animais maiores, mordendo-lhes a garganta, como faz o lince, e não os deixa senão quando tem certeza de que os matou. Mas é, sobretudo nos galinheiros que escolhe suas vítimas, pois aprecia os galináceos, sejam eles domésticos ou silvestres. Isto explica sua presença freqüente perto dos lugares habitados. O gato mourisco nunca ataca o homem. Em geral, quando perseguido, tenta fugir escondendo-se no meio da vegetação. Mas, se seus adversários se aproximam demasiado, busca refúgio nas árvores ou joga-se na água, salvando-se a nado.

 

Vivem de modo geral aos pares, num mesmo abrigo, donde saem para caçar. Ao contrário do que acontece com outros gatos-selvagens, é comum que o gato mourisco reparta seu domínio com outros casais. Se fizer frio eles se enroscam, enrolando a cauda em volta do corpo. Mas, havendo calor, atendem-se de braços e pernas abertos e cauda esticada. Fico triste em falar de um animal tão lindo morto, gostaria de estar filmando ele no seu habitat natural, mas com o desmatamento e a ocupação de suas áreas ele ficou vulnerável para ser atropelado e perseguido por cães.

 

Agradeço o Cabo Borghezan da Policia Militar Ambiental de Rio do Sul, o Dr. Biólogo Marcos Tortato e do Mestre Biólogo Luiz Guilherme por me auxiliarem na identificação. Abraços ambientais para os meus amigos de Face e de luta. Muito obrigado pelas curtidas e pelos compartilhamentos.

 

Para saber mais:

 

 

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