07/07/2020 16h44 - Atualizado em 07/07/2020 17h09

Pré-candidata à prefeita de Taió é vítima de fake news

Fotos que estão sendo utilizadas foram tiradas no ano passado

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A pré-candidata à prefeita de Taió Nerlize Stern Sandri (PSD) divulgou em suas redes sociais na tarde desta terça-feira (07/07) um caso de fake news, onde supostamente alguém estaria tentando denegrir a imagem da pré-candidata articulando planos contra sua campanha.

 

Confira o relato feito por ela:

 

FAKE NEWS É CRIME! Recebi pelas redes sociais um vídeo com uma montagem grosseira atribuindo a mim a irresponsabilidade de promover reuniões políticas com grande número de pessoas aglomeradas durante a pandemia. Uma mentira descabida, com o único interesse em caluniar e praticar injúria contra a minha imagem, atingindo assim a pré candidatura a Prefeita que apresentamos para essas eleições de 2020 em Taió.

 

Estou entrando na política para fazer diferente, para fazer diferença. Não tenho medo desta velha política. Calúnia e Injúria são crimes, e assim serão tratados por mim, como criminosos. Caso de polícia. Por isso registrei um Boletim de Ocorrência nessa tarde e irei até as últimas consequências para identificar e punir quem cometeu esse crime contra a minha honra. E também todos que ajudarem a difundir esse vídeo criminoso.

 

Parece que o medo do novo já tomou conta de nossos adversários.

 

As imagens utilizadas para produzir o vídeo foram retiradas do site da Rádio Educadora, em uma matéria de 23 de dezembro de 2019, que pode ser conferida pelo link www.educadora.am.br.

 

As fotos que estão sendo utilizadas nesta suposta fake news realmente foram feitas no ano passado durante visita do deputado Milton Hobus (PSD) em reunião com filiados na Cabana do Moa.

 

De acordo com a publicação da pré-candidata, o Boletim de Ocorrência já está registrado.

 

É crime compartilhar uma Fake News?

 

 

As Fake News são notícias falsas que se aproveitam do poder da internet – de disseminar uma informação pelo mundo todo – para prejudicar ou beneficiar alguém. Também são criadas para receber likes e visitas em determinadas páginas.

 

Inclusive, o grande problema é que tais notícias falsas têm se utilizado do compartilhamento irresponsável de muitos internautas, que estão disseminando notícias mentirosas, sem verificar previamente sua veracidade. Há casos que o compartilhamento é realizado após o indivíduo ler apenas a manchete, desconhecendo por completo o conteúdo compartilhado.

 

A preocupação cresceu quando estudos apontaram a existência de empresas que atuam na criação de notícias falsas para publicação e divulgação na internet, também se aproveitando do poder de bots (sistemas automáticos de compartilhamento) e do compartilhamento inconsequente dos usuários, para influenciar a população com a viralização de Fake News.

 

Tal compartilhamento irresponsável ocorre porque, normalmente, não é verificada a informação e a procedência da notícia. Este fenômeno ocorre pois as Fake News apresentam duas características essenciais: o viés de confirmação e o recebimento de pessoas conhecidas.

 

viés de confirmação se dá quando a notícia falsa confirma uma opinião pré-existente e o indivíduo se sente tão satisfeito em estar certo, que compartilha sem verificar a procedência da notícia.

 

Já em relação ao recebimento de notícias de conhecidos, que chegam por familiares, amigos e etc, os filtros naturais de desconfiança acabam diminuindo, estimulando o compartilhamento sem prévia verificação.

 

Quando um indivíduo, também influenciado por tais características, compartilha uma Fake News, pode sim estar cometendo crime. Se a notícia falsa for difamatória, por exemplo, e divulgada na íntegra pelo sujeito que compartilha, poderá suportar as sanções penais. Aliás, o mero compartilhamento de uma Fake News pode resultar a quem compartilhou a obrigação de um pagamento de indenização à vítima da mentira.

 

Portanto, a situação das Fake News modificou a responsabilidade de todos na internet, obrigando-os a conferir a informação antes de publicá-la ou compartilhá-la.

 

O único jeito possível se eximir de qualquer responsabilidade é não compartilhando, ou seja, se não for verificada ou não for possível verificar a veracidade da notícia, deve-se nunca compartilhá-la.

 

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