12/01/2021 11h21

Orçamento da casa: o que ficou mais caro em 2020 e o que ainda vai subir em 2021

Virada do calendário traz boletos típicos dessa época, casos do IPTU e do IPVA, além de servir para planejar o orçamento do ano

PUBLICIDADE
Se 2020 já foi difícil, 2021 promete não dar trégua para o bolso (Foto: Gabriel Lain, BD)

Se 2020 já foi difícil, 2021 promete não dar trégua para o bolso (Foto: Gabriel Lain, BD)

PUBLICIDADE
Delta Ativa

Nem só de resoluções vive todo ano que se inicia. A virada do calendário também costuma trazer boletos típicos dessa época, casos do IPTU e do IPVA. É um período em que também é comum colocar gastos recorrentes no papel, como água, luz e combustível, e planejar o orçamento dos meses seguintes. 

 

Se 2020 já foi difícil, 2021 promete não dar trégua para o bolso, já que praticamente tudo está mais caro – e o salário nem sempre acompanha os aumentos. Confira a seguir quais contas subiram ao longo do ano passado e o que ainda será reajustado daqui em diante.

 

IPTU

 

> Blumenau • Reajuste para 2021: 5,2% • Base legal: variação acumulada do INPC entre dezembro de 2019 e novembro de 2020. • Pagamento: desconto de 5% para quem quitar em cota única até 12 de fevereiro ou de 3% até 12 de março. É possível também parcelar o pagamento em 11 vezes. • Informações: (47) 3381-6847 e (47) 3381-6848 ou pelo e-mail iptu@blumenau.sc.gov.br

 

> Florianópolis • Reajuste para 2021: 3,92% • Base legal: variação acumulada do IPCA entre novembro de 2019 e outubro de 2020. • Pagamento: desconto de 10% para quem quitar em cota única até 5 de fevereiro ou de 5% até 5 de março. Também é possível parcelar em 10 vezes. • Informações: iptufloripa.com.br

 

> Joinville • Reajuste para 2021: 3,14% • Base legal: variação acumulada do IPCA entre outubro de 2019 e setembro de 2020. • Pagamento: desconto de 8% para quem quitar em cota única até 8 de fevereiro. Também é possível parcelar em 10 vezes. • Informações: www.joinville.sc.gov.br/assunto/dinheiro-e-imposto/iptu/

 

ÁGUA

 

> Blumenau • Reajuste para 2021: 3,975% • Base legal: o aumento foi aprovado no fim de novembro pela Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí (Agir) e entrou em vigor no início do ano. Foi definido a partir de uma fórmula que leva em consideração a variação acumulada, entre novembro de 2019 e outubro de 2020, de indicadores inflacionários que incidem nas despesas operacionais e administrativas do Samae, além da taxa de juros.

 

> Florianópolis • Reajuste em 2020: 2,55% (suspenso) • Base legal: na Capital o serviço é prestado pela Casan. Uma resolução da Agência de Regulação dos Serviços Públicos de SC de outubro autorizou o reajuste de 2,55%, índice referente ao IPCA acumulado entre agosto de 2019 e agosto de 2020, que entraria em vigor 30 dias após a publicação. O aumento foi suspenso por lei. 

 

> Joinville • Reajuste para 2021: 2,4% • Base legal: o aumento, determinado pela Águas de Joinville, equivale à variação do IPCA acumulado entre maio de 2019 e abril de 2020. Suspenso em 2020 por causa da pandemia, passa a valer a partir do dia 21/1.

 

TARIFA DE ÔNIBUS

 

> Blumenau • Reajuste para 2021: indefinido. • Base legal: por contrato, a revisão da tarifa deveria ter acontecido no dia 1º de dezembro de 2020. A Blumob, concessionária do serviço, faz o pedido, que é avaliado pela Agir. A análise foi prorrogada em função da pandemia. Atualmente a tarifa custa R$ 4,28, em caso de compra antecipada, ou R$ 4,30 no pagamento feito no embarque.

 

> Florianópolis • Reajuste para 2021: 4,78% • Base legal: em vigor desde o início do ano, a nova tarifa passou de R$ 4,18 para R$ 4,38, no cartão, e de R$ 4,25 para R$ 4,50 no dinheiro. O aumento foi anunciado no dia 29 de dezembro pela prefeitura, que informou que o reajuste leva em conta itens que sofreram aumento de preços, como carroceria e preço do combustível.

 

> Joinville • Reajuste para 2021: indefinido. • Base legal: a prefeitura estuda um eventual reajuste, mas ainda não há nada definido. O novo governo, em princípio, avalia aplicar a variação da inflação. Se a passagem subir pelo IPCA, que acumula alta de 4,31% nos últimos 12 meses, passaria dos atuais R$ 4,75, na compra antecipada, para perto de R$ 5. 

 

COMBUSTÍVEL

 

> Blumenau • Reajuste em 2020: 5,28%. O preço médio do litro era de R$ 4,17 em janeiro e subiu para R$ 4,39 em dezembro, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

> Florianópolis • Reajuste em 2020: -2,46%. O preço médio do litro era de R$ 4,48 em janeiro e caiu para R$ 4,37 em dezembro, segundo pesquisa da ANP.

 

> Joinville • Reajuste em 2020: -2,11%. O preço médio do litro era de R$ 4,26 em janeiro e caiu para R$ 4,17 em dezembro, segundo pesquisa da ANP.

 

• Base legal: o preço da gasolina é determinado pela Petrobras. Leva em consideração a oscilação da taxa de câmbio e preços de mercado, em processo semelhante ao aplicado no GLP. Como as distribuidoras têm custos diferentes de acordo com a região onde atuam, o valor final na bomba para o consumidor varia em cada cidade.

 

CESTA BÁSICA

 

> Blumenau • Reajuste em 2020: 5,45%. • Base legal: o cálculo é feito pela Furb, por meio do Índice de Variação Geral de Preços (IVGP). O IVGP verifica o preço de mais de 500 itens, além de alimentos, mas só 13 deles formam a cesta básica na metodologia mais utilizada, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Além disso, outros itens, além dos alimentos, são considerados. Por isso, as duas pesquisas não podem ser comparadas, pois usam métodos e informações diferentes.

 

> Florianópolis • Reajuste em 2020: 20,57% • Base legal: o cálculo é feito pelo Dieese. O percentual equivale à variação acumulada em 2020 entre janeiro e novembro, mês em que a cesta saía por R$ 616,98. O Dieese inclui 13 itens que seriam suficientes para o sustento e bem-estar de um trabalhador.

 

> Joinville • Reajuste em 2020: 27,24% • Base legal: o levantamento é feito mensalmente pelo Procon, que verifica preços de cerca de 90 itens em oito supermercados. Em janeiro, a cesta custava em média R$ 272,36. Em dezembro, estava em R$ 346,55. Também tem metodologia diferente da aplicada nacionalmente pelo Dieese, o que impede a comparação.

 

IPVA

 

• Reajuste para 2021: -5,53%, para carros emplacados em SC • Base legal: o índice acompanha a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), utilizada pela Secretaria da Fazenda de Santa Catarina como base de cálculo. • Pagamento: é possível pagar em cota única (sem desconto) ou parcelar em até três vezes. Os vencimentos variam de acordo com o número final da placa. Carros com placa com final 1, por exemplo, devem pagar a primeira parcela até 10 de janeiro. Veículos com placa com final 0 podem pagar a primeira parcela só em 10 de outubro. Quem perder o prazo terá que pagar multa de 0,3% por dia de atraso, até no máximo 20% do valor corrigido do imposto. O IPVA é obrigatório, com algumas exceções. Veículos comprados com isenção de impostos para portadores de deficiência, por exemplo, não precisam pagar o tributo. • Informações: www.sef.sc.gov.br/servicos/assunto/44/IPVA

 

GÁS DE COZINHA

 

• Reajuste para 2021: 6% • Base legal: o reajuste no GLP, popularmente conhecido como gás de cozinha, é feito periodicamente pela Petrobras.O valor foi reajustado em 6% na última quinta-feira, dia 7. Com o reajuste, o valor dos botijões 13 kg que custava em média R$ 33,89, chegará a R$ 35,98 nas distribuidoras. O reajuste segue a alta do petróleo no mercado internacional. Segundo a Petrobras, os preços de GLP têm como referência o valor de importação, que é formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias, entre outras despesas internas de transporte para cada local de fornecimento. O preço também é influenciado pela taxa de câmbio.

 

ENERGIA ELÉTRICA

 

• Reajuste em 2020: 8,14% (média) • Base legal: o reajuste da tarifa cobrada pela Celesc foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), levando em conta a variação de custos com aquisição e transmissão de energia, além de encargos setoriais e outras despesas. Deveria começar a ser aplicado em agosto do ano passado, mas o aumento foi suspenso pela Justiça em setembro, em meio à pandemia do novo coronavírus. A Celesc conseguiu reverter a decisão e começou a aplicar as novas tarifas (8,42% para residências e comércios de baixa tensão e 7,67% para indústrias e unidades comerciais de grande porte) no fim de outubro. Elas seguem valendo para este início de 2021. 

 

ALUGUEL

 

• Reajuste em 2020: 23,14% (média) • Base legal: os contratos de aluguéis costumam ser reajustados pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas. O percentual de 23,14% corresponde à variação do indicador ao longo do último ano, mas não necessariamente foi aplicado a todos contratos. Na maioria dos casos houve negociações entre proprietários e inquilinos, em busca de um meio termo. De qualquer forma, é uma conta que pesou mais no bolso pra muita gente em 2020 e deve continuar onerando o orçamento em 2021.


POR: PEDRO MACHADO / DIÁRIO CATARINENSE – NSC

Participe de um dos nossos grupos no WhatsApp e receba diariamente as principais notícias do Portal da Educadora. É só clicar aqui.

PUBLICIDADE