01/11/2019 16h35 - Atualizado em 01/11/2019 15h16

Gás ficará mais caro nos próximos dias

Aumento é superior a 5%

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O gás de cozinha estará mais caro, em Curitibanos, a partir da próxima semana. De acordo com reajuste autorizado pelo governo federal, em todo o país, o aumento pode chegar a 5,3%. Atualmente, nas distribuidoras curitibanenses, o botijão residencial (13 kg) está sendo vendido com preço médio de R$ 70; após a reposição dos estoques, prevista para esta semana, o valor deve passar para a média de R$ 74.

 

O aumento no preço do gás de cozinha foi anunciado, na terça-feira (22), pela Petrobras, e uma estimativa do Sindicato dos Revendedores de Gás de Santa Catarina (Sinregás) prevê que o aumento nas distribuidoras deve ser repassado diretamente ao preço final para o consumidor. De acordo com a Petrobras, para o botijão residencial, o reajuste deve variar entre 4,8% e 5,3%. Já o GLP industrial (botijões acima de 13 kg) deve ficar entre 2,9% e 3,2% mais caro, dependendo da região.

 

De acordo com o presidente executivo do Sinregás-SC Jorge Magalhães de Oliveira, a revenda foi pega de surpresa com o aumento. Segundo ele, o reajuste era aguardado para o início de novembro.

 

O último aumento no preço do gás havia sido no início de agosto, quando o governo federal eliminou a política de subsídio na venda do gás de cozinha que vinha sendo praticada pela Petrobras. Com a medida, o governo esperava o fim da vantagem competitiva da estatal e que os concorrentes passassem a importar GLP, conseguindo preços melhores para os revendedores.

 

Um levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) demonstrou que, no acumulado do ano, até a última semana, o preço médio de revenda do gás residencial havia caído 0,8% para os consumidores.

 

Preço

Em Santa Catarina, o preço do gás de cozinha é formado a partir de cinco valores. Veja a última análise, realizada no fim de agosto, com valores e percentuais na formação do preço final:

 

Preço do Produtor – R$ 24,97 (35,5%)

Tributos federais – R$ 2,18 (3,1%)

Tributos estaduais – R$ 9,94 (14,1%)

Margem bruta de distribuição + custos de transporte – R$ 15,04 (21,4%)

Margem bruta de revenda – R$ 18,15 (25,8%)

Preço ao consumidor – R$ 70,28

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