03/03/2020 17h22

Bandeira de Taió deverá ser modificada

Data de colonização, 1917 também pode ser alterada

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Delta Ativa

Quais as cores oficiais do município de Taió? Por que o Morro do Funil ainda está na Bandeira e no Brasão de Taió, se agora pertence à Mirim Doce? É milho e arroz que estão na Bandeira de Taió? Qual o motivo da figura de um castelo, no Brasão de Taió? Vocês não tem coisa mais importante, pra fazer que mexer nisso?

 

Muitas perguntas parecidas são feitas com frequência sem resposta satisfatória, tanto pelo desconhecimento, quanto pela ausência de material e legislação disponível.

 

Cada vez que a administração manda confeccionar bandeiras, vem um modelo diferente do anterior, e os brasões disponíveis, também possuem formas muito diferentes entre si.

 

Por isso, o Prefeito Almir Guski baixou o Decreto n. 6.891/19, constituindo uma comissão responsável pela elaboração e definição da nova Bandeira e Brasão do Município de Taió, que tem prazo de 90 dias para concluir.

 

O estudo do significado simbólico e social dos brasões, escudos, armas, etc, é uma ciência chamada heráldica, que também interpreta origens e significado de grupos, nações ou instituições. A utilização de cores e símbolos como forma de identificação de seus indivíduos, tribos, clãs, famílias, cidades etc. é um fenômeno universal, que se perde no curso da história e provavelmente teve sua origem nas primeiras formações humanas.

 

Pela etimologia, o termo heráldica possui origem alemã: HAR, de HAREN = Gritar ou Chamar, sendo este o papel de HERALDO, uma figura responsável pela publicação das datas festivas e de torneios entre as ordens de cavalaria, colocando os brasões em locais visíveis. Depois vieram evoluções da atividade, surgindo o mestre de cerimonias nesta função, enquanto os brasões e escudos foram ganhando novas formas e regras de confecção e outorga.

 

O Brasão do município de Taió foi instituído através da Lei n. 972, sancionada pelo prefeito Harry Leopoldo Gomes em 23 de fevereiro de 1979, que definiu sua primeira configuração, com suas cores e formas conhecidas. A mesma lei também definiu os padrões da bandeira municipal, com medidas oficias de 120 por 90 centímetros de comprimento, bem como a forma de inserção das cores e dísticos.

 

Em 1990, a Bandeira e o Brasão – assim como o Hino – se tornaram símbolos do Município de Taió, descritos no artigo 6º da Lei Orgânica Municipal.

 

Em 2004, ocorreu uma nova discussão originada na Câmara Municipal que resultou na instituição do Símbolo turístico, histórico e cultural do município de Taió, através da Lei n. 3.022, sancionada pelo Prefeito Horst Gerhard Purnhagen.

 

Foi uma resposta ao anúncio da descoberta de uma concha, cuja espécie somente é encontrada em água salgada, mas curiosamente aflora no solo taioense, que fica a mais de 170 km do mar. Este objeto foi estudado pela comunidade científica mundial homenageou nossa cidade com o nome de Myonia Tayoensis.

 

Desde então, a concha integra o Brasão do Município, que precisa regulamentar a dita Lei. No mesmo dia foi promulgada a Lei 3.025, que altera a configuração do Brasão, inserindo a figura da concha nele.

 

No ano de 2009 a Câmara de Vereadores criou a Lei 3.241, sancionada pelo Prefeito Horst Gerhard Purnhagen, tornando obrigatório o uso de placas indicativas nos pontos de ônibus e taxi, com a identificação do brasão de maneira uniforme, cuja fiscalização será feira pela Secretaria de Obras.

 

O que se discute agora possui contexto histórico, cultural, econômico e social, que pode inclusive rever a data de 1917, que é aceita como sendo a do início da colonização. Historiadores e pesquisadores discordam desta data, alegando que foi escolhida com dados muito frágeis na época, visto que se pretendia festejar o cinquentenário em 1967, como ocorreu. Cidades como Mirim Doce, Salete e Rio do Campo, que pertenciam ao território de Taió, já aceitam como início de sua colonização, muito antes de 1917, o que por si só já é motivo para alteração.

 

A primeira reunião aconteceu neste dia 27 de fevereiro, e mais 4 reuniões estão previstas, inclusive com uma audiência pública, para ouvir a população interessada no assunto.

 

Fonte: JATV

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