28/04/2020 10h31

Conheça alguns craques que jogaram por mais de uma seleção durante toda a carreira

Diversos atletas chegaram até a vestir a camisa de seu país de origem, mas acabaram representando outra nação em competições internacionais

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A prática de adotar uma dupla nacionalidade e atuar por outros países é algo normal e que ocorre de maneira frequente no mundo do futebol. Diversos atletas chegaram até a vestir a camisa de seu país de origem, mas acabaram representando outra nação em competições internacionais. 

 

Existem diversos motivos para que os jogadores mudem de nacionalidade e acabem atuando por outros países. Muitos adotam a medida para ter mais chances de convocações ou para atuar em seleções que sejam mais competitivas e deem condições para obter um melhor resultado em torneios importantes.

 

Além disso, alguns jogadores foram obrigados a trocar de país de origem por desmembramentos territoriais e também com o surgimento de novas nações. Esses casos ocorreram no início dos anos 90, com a divisão da União Soviética e também com a reunificação da Alemanha. 

 

Se voltarmos no passados, atletas mais antigos também eram convidados por diversas nações para atuar em algumas partidas e, até mesmo, competições importantes como a Copa do Mundo. Esse é o caso de Ferenc Puskás, que jogou o campeonato mundial pela Espanha e também pela Hungria.

 

Pensando nisso, o SportBuzz separou seis nomes que atuaram por mais de uma seleção durante as respectivas carreiras. Dentre eles estão lendas do futebol como Alfredo Di Estéfano, Michel Platini e também o atacante Mazzola.

 

Confira a lista:    

 

FERENC PUSKÁS ( Hungria e Espanha)

 

Nascido em Budapeste, no ano de 1927, Ferenc Puskás foi um dos maiores jogadores de futebol da história. O jogador se destacou pela habilidade e também qualidade na hora de fazer belos gols. Teve passagem importante pelo Real Madrid, onde se tornou um ícone do futebol espanhol até os dias de hoje.

 

O canhoto atuou pela seleção da Hungria durante dez anos, mas depois foi proíbido de entrar e representar seu país de origem. Com isso, na Copa do Mundo de 1962, foi convocado para atuar pela Espanha e jogou quatro partidas pela Fúria.

 

ALFREDO DI STÉFANO (Argentina, Colômbia, Espanha) 

 

Di Stéfano durante toda a sua vitoriosa carreira teve a possibilidade de atuar por três seleções diferentes. A primeira que representou foi a Argentina, mas pela camisa de seu país de origem fez apenas seis partidas, mas marcou seis gols . 

 

Depois teve a chance de representar a Colômbia, em sua belíssima passagem pelo Millionarios. Por lá fez quatro jogos e não chegou a balançar as redes. Em seguida foi para a Espanha, onde se tornou ídolo do Real Madrid e da Seleção Espanhola. 

 

Com a camisa da Fúria foram 31 partidas e 23 gols marcados. Durante muitos anos foi o maior goleador da história do país e só foi ultrapassado nos anos 90 por Emilio Butrageño. Mesmo assim não conseguiu disputar Copas do Mundo pelo país, apenas Eliminatórias para a competição.

 

MAZZOLA (Brasil e Itália)

 

José João Altafini, mais conhecido como Mazzola, fez sucesso tanto com a camisa da Seleção Brasileira quanto com a da Italiana. O jogador estava no time que foi campeão da Copa do Mundo de 1958, inclusive, foi o autor do primeiro gol canarinho naquele torneio. 

 

No entanto, em 1962, por questões políticas ele não pode representar o Brasil e acabou sendo convidado pelos italianos para representar a Itália na competição daquele ano. Ele aceitou o convite e jogou pela Squadra Azzurra, marcando cinco gols em seis jogos pelo país.

 

MICHEL PLATINI (França e Kuwait)

 

Umas das maiores lendas do futebol mundial, Michel Platini tem um currículo de causar inveja e é motivo de inspiração para diversos atletas. O ex-meia da Seleção Francesa participou de três Copas do Mundo pelo país e alcançou um título da Eurocopa. 

 

Mas poucos se lembram de sua breve passagem pela seleção do Kuwait. Na época, o ex-jogador participou de um amistoso para representar o país a pedido do Sheik local. O time perdeu por 2 a 0 para a União Soviética e o francês participou de apenas 21 minutos do confronto.

 

DEJAN STANKOVIC ( Iugoslávia, Sérvia e Montenegro, Sérvia)

 

Dejan Stankovic é um exemplo claro das cisões de alguns países que foram originando novos. O importante meio-campista passou pela Internazionale de Milão e participou de três Copas do Mundo com seleções diferentes. 

 

Sua primeira foi com a Iugoslávia, em 1998, a segunda foi em 2006 pela Sérvia e Montenegro. Sua última participação no torneio foi no ano de 2010, quando representou a Sérvia. Com isso, ele se tornou o único jogador da história a jogador por três países diferentes uma Copa do Mundo. 

 

DIEGO COSTA (Brasil e Espanha)

 

Um dos exemplos mais recentes dessa troca de nacionalidade é o de Diego Costa. O atacante atuou pela Seleção Brasileira por apenas 33 minutos e acabou não tendo mais oportunidades com a camisa canarinho. 

 

Com isso, foi convidado a se naturalizar espanhol e jogar com pela Seleção Espanhola na Copa do Mundo de 2014. O centrovante então topou a proposta e hoje em dia é um dos principais destaques da Fúria. Ele também esteve presente no último mundial da Rússia.

 

Fonte: Sportbuzz

 
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