08/06/2021 15h47

Cientistas confirmam descoberta do maior dinossauro da Austrália

Australotitan cooperensis atingiu altura de 5 a 6,5 metros no quadril e comprimento de 25 a 30 metros; esqueleto encontrado em 2007 só agora foi analisado

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Representação artística do Australotitan cooperensis, maior dinossauro já descoberto na Austrália (Foto: Vlad Konstantinov / Museu de História Natural Eromanga)

Representação artística do Australotitan cooperensis, maior dinossauro já descoberto na Austrália (Foto: Vlad Konstantinov / Museu de História Natural Eromanga)

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Uma nova espécie de dinossauro descoberta na Austrália foi confirmada como a maior já encontrada no país e uma das maiores do mundo.

 

O esqueleto fossilizado, apelidado de “Cooper”, foi encontrado no sudoeste de Queensland em 2007, em Cooper Creek, na Bacia de Eromanga. Mas o esqueleto permaneceu um mistério por anos, e só agora foi cientificamente descrito e nomeado por paleontólogos.

 

Pesquisadores do Museu de História Natural Eromanga (ENHM) e do Museu de Queensland publicaram suas descobertas na revista científica PeerJ na segunda-feira (07).

 

Estima-se que “Cooper”, cujo nome científico é Australotitan cooperensis, tenha caminhado pela Terra há mais de 90 milhões de anos. Era um titanossauro – uma espécie herbívora pertencente à família dos saurópodes de pescoço longo, a maior das espécies de dinossauros.

 

Estima-se que o dinossauro atingiu uma altura de 5 a 6,5 metros no quadril e um comprimento de 25 a 30 metros – o que o torna tão longo quanto uma quadra de basquete e alto como um prédio de dois andares, disse o ENHM.

 

Com seu pescoço e cauda longos, pode ter se parecido com o mais conhecido Brachiosaurus.

 

Robyn Mackenzie, cofundadora do Museu de História Natural de Eromanga, disse que a equipe de paleontólogos foi capaz de estabelecer rapidamente pelo tamanho dos fragmentos ósseos que pertenciam a uma espécie grande.

 

“As peças eram muito grandes e grossas”, disse ela. “Pudemos medir os ossos e compará-los com outras espécies na Austrália e no resto do mundo.”

 

Várias das peças grandes, incluindo as omoplatas, ossos pélvicos e membros do dinossauro, estavam quase intactas. No entanto, os pesquisadores enfrentaram atrasos na identificação da espécie devido aos desafios no manejo de seus ossos grandes e frágeis.

 

Pélvis de ‘Cooper’ durante a escavação do esqueleto fossilizado, em 2007

Pélvis de ‘Cooper’ durante a escavação do esqueleto fossilizado do dinossauro, em 2007 (Foto: Robyn Mackenzie / Museu de Queensland)

O enorme tamanho dos ossos significa que eles eram armazenados em museus, muitas vezes a centenas de quilômetros de distância um do outro.

 

Portanto, a equipe usou a tecnologia 3D para escanear cada osso do titanossauro, o que permitiu que eles comparassem digitalmente os ossos com os de espécies semelhantes.

 

Descobriu-se que o australotitano está intimamente relacionado a três outros saurópodes australianos que foram descobertos mais ao norte, na cidade de Winton.

 

O estudo também aponta para novas descobertas de dinossauros que podem ser feitas na Austrália.

 

“As descobertas colocaram a Austrália no mapa” e permitiram que o país se juntasse a outros fazendo avanços na paleontologia, disse Mackenzie. Esses tipos de “dinossauros gigantes” foram amplamente encontrados na América do Sul até agora – tornando essa descoberta ainda mais rara.

 

“Esta é apenas a ponta do iceberg para as descobertas na Austrália”, disse ela. “Isso abriu uma nova fronteira de dinossauros.”


POR: AMY SOOD – CNN / VIA: CNN BRASIL

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