14/11/2017 17h20 - Atualizado em 14/11/2017 17h21

Câncer de Próstata – Doença silenciosa que tem cura

Vencer o preconceito é fundamental para aumentar chances de eliminar o câncer de próstata

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O câncer de próstata tem chance de cura de cerca de 90%, se diagnosticado em estágio inicial. Mas, para isso, é necessário fazer os exames preventivos regularmente com o urologista. Ainda hoje, há preconceito com relação ao teste de toque: uma barreira a ser vencida pela sociedade.

 

O urologista Rudimar Fernando dos Reis explica que o câncer de próstata é silencioso. De modo geral, explica Reis, quando o paciente sente algo é porque as células cancerígenas já atingiram outros tecidos e órgãos, ou seja, está em metástase, e aí já não há mais chance de cura.

 

Urina frequente ou jato interrompido podem ou não indicar a presença da doença. Estão mais relacionados ao aumento benigno da próstata na velhice, que na vasta maioria das vezes não é câncer.

 

“Todo homem tem a próstata e, com a idade, ela vai ter um crescimento lento, progressivo e, geralmente, benigno. Então isso, todo homem tem. A minoria dos homens vai desenvolver o câncer. Com o envelhecimento, algumas células se degeneram e dão origem ao câncer”, diz o urologista.

 

A recomendação médica é para que a prevenção comece a partir dos 45 anos de idade. Nos casos em que existe histórico da doença na família, a recomendação médica é para a partir dos 40 anos.

 

Preconceito
Desde 1999 em Brusque, Reis diz que ainda existe a barreira do preconceito machista a ser vencida. Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Gomes da Silva (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do de pele não-melanoma.

 

“Ainda tem muito tabu de homens com relação à parte de toque, do machismo, de perder a virilidade. Mas a maioria dos homens que fazem o toque relatam o seguinte: doutor, é só isso? É sim, é muito rápido, simples. Criam fantasma ao redor do exame”, diz o especialista.

 

Vencer o machismo e os fantasmas entorno do câncer de próstata é uma luta inglória. O preconceito está arraigado na sociedade não só em Brusque, mas no Brasil.

 

Mas as frequentes campanhas, como o Novembro Azul, têm surtido efeito. Reis diz que, aos poucos, vê cada vez mais pacientes mais jovens no consultório.

 

“Antigamente, havia bem mais resistência. Hoje em dia, com as propagandas conscientizando, os homens estão mudando e procuram mais o médico”, afirma o urologista.

 

O panorama de 10, 20 ou 30 anos atrás mudou. Antes, conta o médico, era bastante comum o paciente ir ao consultório já com o câncer no estágio avançado.  “Muitos pacientes até morriam sem saber. Atualmente, tem-se feito mais diagnósticos precoces”.

 

A mulher é reconhecida por cuidar mais da saúde do que o homem. Essa preocupação tem reflexo também no companheiro.

 

O médico conta que a esposa, muitas vezes, é a melhor amiga do urologista na prevenção. É ela que cuida do marido e o leva ao consultório, mesmo sem qualquer sintoma, num ato preventivo.

 

Prevenção
Reis explica que o câncer de próstata é diretamente dependente das questões genéticas e hereditárias. Mas isso não quer dizer que hábitos e alimentação saudáveis não sejam importantes.

 

“Tudo o que você escuta que faz bem para o coração também vai fazer bem para a próstata: como uma alimentação saudável, com frutas e verduras. Em especial tomate, castanha do pará e leguminosas”, afirma o urologista.

 

Ter uma alimentação balanceada é importante também para prevenir outros problemas de saúde. E, em caso de ter câncer de próstata, a chance de uma recuperação melhor e mais tranquila aumentam consideravelmente.

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