11/01/2019 08h01 - Atualizado em 10/01/2019 14h56

Apad de Rio do Sul inicia 2019 com R$ 15 mil em dívidas

Ong continua com dificuldades de encontrar voluntários, recursos e principalmente apoio da comunidade

PUBLICIDADE
Jornal Diário do Alto Vale

Jornal Diário do Alto Vale

PUBLICIDADE
Delta Ativa

Mais uma vez a Associação Protetora dos Animais Desamparados (Apad) de Rio do Sul está passando por dificuldades financeiras e por falta de voluntários. São mais de R$ 15 mil em dívidas não pagas de 2018 e o número de animais acolhidos e que precisam de atendimento veterinário só aumenta.

 

De acordo com o diretor Financeiro da Associação, Jailson Losi, os problemas continuam os mesmos do último ano. Hoje são mais de 70 animais que estão sendo acolhidos pela Apad, sendo que a Associação conta com apenas seis voluntários, não possui sede, nem veterinário, e enfrenta muitas dificuldades, pois todos os animais são abrigados junto às casas dos voluntários.

 

“Falta voluntário, falta dinheiro, falta espaço, falta consciência das pessoas. O pessoal abusa bastante, por exemplo ontem (9) soltaram uma cachorra com cinco filhotes, aí um já foi atropelado e uma pessoa recolheu, mas no mesmo momento já pediu para que a gente fosse recolher da casa dela, e só neste ano já tiveram uns quatro casos semelhantes. Mas o pessoal não toma consciência de que não temos lar temporário, não temos onde colocar mais animais”.

 

Além dos 70 animais que estão sendo acolhidos atualmente, Losi cita a parceria feita com o Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Rio do Sul no último ano, onde foi construído um canil que hoje abriga 30 animais. “São cerca de R$ 600 economizados por dia, ou R$ 20 mil por mês”.

 

Outra dificuldade que a Associação passa, é o valor gasto com veterinários, internações e cuidados. Algumas clínicas fazem um valor diferenciado, com o objetivo de ajudar, porém com a quantidade de atendimentos diários fica difícil arcar com os custos.

 

“O grande problema é esse. A sociedade deixou de entender a Apad como uma entidade formada por voluntários, então acumulou dívidas de novo, não temos estrutura, não temos suporte e o dinheiro que vem não dá pra nada”.

 

Entre os maiores problemas, está a falta de adoção, e, novamente, o apoio da comunidade. O diretor reafirma que a Apad é uma entidade que precisa do voluntariado e que nesse momento a participação e engajamento da população é primordial para dar sequência no trabalho prestado, assim como a empatia para quem solicita ajuda.

 

“Além de voluntários, para que a Associação continue funcionando, a comunidade precisa exercer o papel e ajudar. Seja como voluntários ou como doadores de ração o interesse é pequeno e muitas pessoas mostram indiferença quanto ao assunto”.

 

 

2019 inicia com dívidas

Somente em 2018, foram pagos em despesas R$ 307.910,80, e além desse valor, ficaram ainda mais de R$ 15 mil em déficit de contas atrasadas. De acordo com Losi, foram pagos os atendimentos de 220 animais e de 560 castrações.

 

“Mas é preciso deixar claro que são atendimentos de casos que chegaram a internar ou abrir o prontuário, pois há muitos outros atendimentos e tratamentos que os próprios voluntários fazem e que não são contabilizados”.

 

Com relação ao aumento nas castrações, em 2017 foram realizadas 500 pela Associação, já em 2018 o número dobrou, chegando a quase 1.300.

 

“Participamos de forma direta nos mutirões realizados em parceria com a prefeitura, onde foram quase 600 animais castrados só nos mutirões, ou seja, somados às da Apad, o número chega quase às 1.300 castrações, que a Apad fez e ajudou a intermediar”.

 

Como ajudar

Quem tiver interesse em ajudar a Associação pode contribuir com doação de ração ou dinheiro. Alguns dos pontos mais acessíveis são o Pet Shop Boutikão e Brasil Atacadista, por exemplo, mas hoje as pessoas podem deixar a doação em qualquer outro local que a equipe de voluntários vai buscar.

 

“Nós buscamos onde a pessoa achar melhor deixar a doação, só entrar em contato conosco pelo Facebook ou WhatsApp que nós buscamos”, completou Losi.

 

Quem preferir contribuir com dinheiro, pode fazer um depósito na Conta Corrente da Associação, vinculada à Caixa Econômica Federal, nº 3961-0, com a operação 003 e a Agência 0423. Além disso, há caixinhas da Associação espalhadas por toda a cidade de Rio do Sul e pode ser feita a contribuição através da conta de energia elétrica.

 

Se alguém tiver a disponibilidade de ser voluntário, de oferecer lar temporário, quiser adotar um cachorro, ou mais, é só entrar em contato pela página no Facebook https://www.facebook.com/apadrsl/, ou pelo WhatsApp (47) 98891-2960 que os voluntários irão sanar as dúvidas.

 

 

Por: Elisiane Maciel

PUBLICIDADE