20/04/2017 07h36

Valeu demais, JEC! O primeiro semestre está cumprido

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Sempre digo que no futebol não existe justiça, mas sim competência. Mas o jogo dessa quarta, merecia um daqueles asteriscos que a gente vê nas propagandas. Aquele * que sempre muda a regra. Acrescenta o que é dito ou tira algo fora.

 

O JEC foi gigante contra o Sport, que sim, subestimou o Joinville. Achou que chegaria à maior cidade do estado e, com um time sem suas principais estrelas, avançaria com facilidade.

 

Mas não foi isso que aconteceu. O JEC se impôs em casa. Mostrou que as estrelas que carregam em cima do escudo, não vem de julgamentos tendenciosos em tribunais, mas sim em jogos épicos dentro de campo.

 

E o Tricolor fez mais um jogo épico. Precisava vencer por 1 a 0 para avançar direto ou por 2 a 1 para ir às penalidades máximas.

 

Sem Diego Souza, Rithely, Rogério e André o Sport virou um time de Série B com grife. Com uma equipe bem postada, o Tricolor encurralou o time pernambucano no campo defensivo e teve inúmeras chances para abrir o marcador. Alex Ruan duas vezes e Marlyson, todas cara a cara com Magrão, mas aí faltou aquele capricho a mais.

 

O Sport finalizou duas vezes no primeiro tempo, todas para fora do gol, enquanto que o Coelho mandava no jogo.

 

O gol pareceria questão de tempo, mas o futebol é um esporte apaixonante por mudar as coisas tão rápido. Em um lançamento isolado, Leandro Pereira partiu do meio de campo e marcou na saída de Matheus. Sport 1 a 0 e a vaga bem encaminhada. O relógio marcava 27 minutos do segundo tempo, o JEC era dono do jogo e leva o gol. Dá tempo de pelo menos fazer dois gols e levar a decisão para as penalidades?

 

Bruno Rodrigues, aos 34 minutos, fez um lindo gol, deslocando o goleiro Magrão. Jogo empatado, e o JEC buscando o gol da virada. O time se expôs na busca do gol, mas era necessário.

 

E de tanto insistir, o Tricolor foi premiado. Em linda jogada de Caíque pela direita, Marlyson, o predestinado mandou para o fundo das redes. O gol aos 44 minutos do segundo tempo deu números finais ao jogo que se encaminhou às penalidades.

 

E quis o destino, que Fernandinho e Danrlei desperdiçassem suas cobranças. Quis o destino também, que Magrão que completa 40 anos no domingo, que tem 12 anos de Sport e 28 pênaltis defendidos, brilhasse. Pegou os dois e ajudou a colocar o Sport-PE nas oitavas de final.

 

O torcedor reconheceu a valentia dos atletas e aplaudiu de pé ao final do jogo, mesmo na derrota. Confesso que não me recordo disso ter acontecido em um jogo de mata-mata.

 

O JEC foi gigante durante todo o jogo, contra um Sport que veio para não jogar. No futebol alguém tem de perder para que o outro ganhe. Mas uma noite como essa merecia aquele famoso * capaz de mudar o destino e o significado de muita coisa.

 

Agora é planejar a Série C com a certeza de que o JEC tem uma boa base.

 

 

Juca Miguel/Notícias do Dia

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