06/12/2019 15h00 - Atualizado em 06/12/2019 11h11

Raí ganha força nos bastidores do São Paulo e deve permanecer no comando do futebol em 2020

Situação do dirigente tem reviravolta em meio às pressões de lados opostos no clube

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Raí ganhou força nos bastidores e deverá continuar como executivo de futebol do São Paulo em 2020. Antes da vitória do Tricolor sobre o Internacional, na última quarta-feira, no Morumbi, a saída do dirigente era considerada iminente.

 

A classificação para a fase de grupos da Libertadores, o comportamento dos jogadores a favor de Raí e pressões de diferentes alas do clube sobre o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, mudaram essa tendência.

 

Pressionado por grupos políticos da base aliada a fazer uma reestruturação e a tirar Raí do cargo, Leco havia definido que o diretor-geral do São Paulo, Carlos Belmonte Sobrinho, seria o nome para a função, caso a saída do ídolo fosse confirmada. Mas essa troca não vai acontecer. Neste momento, Leco está mais propenso a renovar com Raí até o fim de 2020, quando seu mandato terminará.

 

Em meio à indefinição sobre o futuro de Raí, foi cogitada a possibilidade de uma composição na gestão do departamento de futebol. Esse formato acomodaria o ídolo e Belmonte em diferentes funções, mas essa ideia não avançou.

 

Na possível troca de Raí por Belmonte houve pressões de dois lados opostos:

Favoráveis

  • a mudança daria sinal verde para uma reestruturação profunda no departamento de futebol pedida desde o primeiro semestre por grupos políticos, com reavaliações de diferentes setores do CT da Barra Funda, como departamento médico, fisiologia e fisioterapia, entre outros;
  • com essa troca, Leco agradaria sua base aliada que pedia a saída de Raí a um ano da eleição de 2020; o atual presidente não poderá concorrer;
  • os resultados ruins do futebol após altos investimentos (o clube registrou déficit de janeiro a agosto de R$ 76,5 milhões) e decisões questionadas de Raí, como a demissão de Diego Aguirre a cinco rodadas do fim do Brasileirão de 2018, pesavam a favor da troca.

Contrários

  • a unidade no vestiário e o comportamento dos jogadores a favir de Fernando Diniz e Raí gerou uma conexão entre elenco, comissão técnica e diretoria após a classificação para a Libertadores, o que abriu a brecha para questionamentos sobre a mudança no comando;
  • a troca de um profissional por um conselheiro não remunerado representaria um retrocesso ao estatuto do clube no departamento mais importante. Embora tenha liderado com sucesso o projeto de basquete do clube, Belmonte não seria remunerado, o que driblaria esse ponto do estatuto, mas substituiria um executivo sem ter “notório conhecimento da área”, como prega o documento do clube.
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