12/09/2019 10h45 - Atualizado em 12/09/2019 08h41

Polícia suspeita que mãe matou a filha e simulou o suicídio da adolescente

Antes, se acreditava que ela havia caído do décimo andar do prédio em que morava

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Após uma semana de investigações do caso da adolescente que foi encontrada morta após cair do apartamento da família, no décimo andar de um prédio na Praia Grande (SP), a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ela foi assassinada pela própria mãe, que teria simulado o suicídio da jovem.

 

A jovem de 15 anos morreu um dia depois de o irmão mais velho retirá-la de um abrigo municipal, para onde foi encaminhada após denúncias de que a mãe a agredia.

 

A prefeitura da Praia Grande alega que ele foi reconhecido como “figura protetiva familiar” e assinou um termo garantindo que a adolescente e a irmã mais nova, também abrigada devido às agressões, estariam em segurança. No entanto, ele as entregou à mãe.

 

“Elas não deveriam ter saído do abrigo para serem devolvidas à casa de onde elas haviam sido anteriormente retiradas por conta de situação idêntica. Precisamos apurar se o desabrigamento não teria seguido formalidades. Não há ou não haveria documentação a respeito disso”, explica o delegado Sérgio Nassur, da Delegacia Sede da cidade.

 

As agressões estão documentadas em vídeo. Ainda não há certeza sobre quem gravou as imagens, mas a polícia suspeita que foi a irmã mais nova da vítima, com 10 anos. Na gravação, a mãe bate na filha com um pedaço de madeira no quarto e no banheiro, enquanto ela toma banho.

 

O Ministério Público de São Paulo informa que vai ouvir o zelador do prédio, vizinhos da família, o responsável pelo abrigo municipal e o conselho tutelar. A investigação ainda aguarda o laudo da perícia, que vai determinar a real causa da morte.

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