10/12/2019 17h00 - Atualizado em 10/12/2019 17h03

Conheça os mitos e as verdades sobre intolerâncias à lactose e glúten

Entenda tudo sobre esses problemas alimentares e os mitos e verdades sobre eles

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De uns anos para cá, temos ouvido cada vez mais sobre pessoas que têm intolerância à lactose, ao glúten, doença celíaca e alergia ao leite. Saiba exatamente o que é cada um desses problemas alimentares e entenda quais são os mitos e as verdades sobre cada um deles.

 

Intolerância ao glúten e a doença celíaca

A intolerância ao glúten é uma sensibilidade desenvolvida no organismo aos alimentos que contêm glúten, como trigo, centeio, cevada, malte e aveia. Os sintomas dessa sensibilidade são quase os mesmo da doença celíaca, mas mais brandos e, principalmente, não é uma doença auto imune sistêmica, como a doença celíaca, como a Associação Brasileira de Celíacos. 

 

A doença celíaca, por sua vez, é uma intolerância permanente ao glúten.  É uma patologia autoimune, na qual o próprio corpo rejeita a substância. É um que o problema seja de origem genética e, só no Brasil, atinge mais de dois milhões de pessoas. A doença celíaca afeta primeiramente o intestino delgado, diminuindo as vilosidades e causando um processo inflamatório que resulta em dores, excesso de gases, diarreia e/ou prisão de ventre, além de osteoporose e anemia constante por carência constante de nutrientes não absorvidos por conta da doença. Quem sofre com esses problemas, deve ter uma dieta 100% livre de glúten, adaptando toda a rotina alimentar para assim, evitar problemas crônicos.

 

Intolerância à lactose e a alergia ao leite

Há uma grande diferença entre a alergia ao leite e a intolerância ao leite, que na verdade é uma intolerância à lactose (o açúcar do leite e derivados). A alergia ao leite se dá por uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite da vaca e aos seus derivados. O corpo não aceita as proteínas do leite e pessoa realmente não pode consumir nada que tenha leite de vaca. Os sintomas da alergia às proteínas do leite podem ser gástricos como vômitos, cólicas, diarréia, dor abdominal, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes e refluxo; dermatológicos (urticária, dermatite atópica) e/ou respiratórios (asma, chiado no peito e rinite). Normalmente se descobre a alergia ao leite ainda bebê ou bem criança, nos primeiros contato com leite de vaca. 

 

Já a intolerância acontece quando o organismo se mostra incapaz, de forma parcial ou total, de digerir a lactose, ou seja, o açúcar que existe no leite e nos alimentos derivados dele. Com o tempo, o corpo pode diminuir a produção da enzima lactase, que é a responsável por digerir a lactose, promovendo assim cólicas, diarreia, flatulência e distensão abdominal.  A intolerância à lactose é mais comum em adultos e idosos. Com esse problema, a pessoa pode consumir leite e derivados, contanto que sejam sem lactose ou tomar remédio com a enzima lactase – com recomendação médica.

 

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Queijos também devem ser evitados (Getty Images)
 

Mitos e verdades

Quem não tem esses problemas alimentares deve retirar glúten ou lactose da dieta só para emagrecer? Não deve, isso é mito! Embora essas restrições alimentares pareçam ter-se tornado mais comuns nos últimos anos, elas sempre existiram. O consumo de glúten e lactose pode trazer consequências graves às pessoas que são intolerantes a eles. Mas eliminar esses componentes da dieta apenas para emagrecer também pode colocar a saúde em risco.

 

Carlos Basualdo, nutricionista do Hospital Sírio Libanês, afirma no site da instituição que quando excluídos da dieta, esses componentes podem até levar à perda de peso por restringir significativamente as possibilidades alimentares, mas que depois que o corpo se adapta o indivíduo estabiliza seu peso e acaba deixando de fora de sua dieta importantes nutrientes que ele deixa de consumir, podendo gerar graves deficiências nutricionais a longo prazo.

 

“As únicas pessoas que devem parar de comer grupos alimentares grandes são aquelas comprovadamente intolerantes, e isso deve ser feito sob a supervisão de um profissional”, explica Basualdo.

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