17/07/2019 16h10 - Atualizado em 17/07/2019 13h50

Aumenta a perseguição a cristãos na América Latina

Dois países já estão na Lista de Perseguição Religiosa: México, em 39º lugar, e Colômbia, em 47º lugar

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A América Latina tem visto a perseguição a cristãos aumentar em seu território, com países como Cuba, Venezuela e Bolívia reduzindo direitos de liberdade religiosa enquanto que México e Colômbia já fazem parte da lista dos 50 países que mais perseguem cristãos.

 

Segundo o Portas Abertas, a hostilidade por conta da fé está cada vez maior e há algumas notícias recentes que comprovam este aumento da perseguição na América Latina.

 

Um dos casos é sobre um pastor em Morales, na Guatemala, que foi assassinado por dois homens em sua casa no dia 22 de junho. Líder da Igreja Pentecostal Unida em Morales, o pastor atendeu a porta e foi surpreendido por dois homens que ordenaram que ele saísse, disparando contra ele. Os criminosos não foram identificados.

 

Dias antes, em 18 de junho, o pastor de uma igreja evangélica em Córdoba (México) foi sequestrado de seu carro por um grupo armado. A liderança da igreja resolveu não envolver a polícia para preservar a vida do religioso, mas depois de ser libertado, ele resolveu abandonar o ministério e deixar a região.

 

Para Rossana Ramirez, analista de perseguição da Portas Abertas, as estratégias de segurança do Estado estão falhando tanto na Guatemala, como no México, no sentido de reconhecer e responder efetivamente à insegurança que afeta os cristãos.

 

“No caso do pastor raptado, a intenção de não envolver as forças de segurança para não piorar a situação da vítima é um sinal não apenas de ineficácia do Estado, mas também do medo de represálias das autoridades locais. Os cristãos estão sendo forçados a lidar com tais incidentes de violência por conta própria”, explica.

 

Segundo ela, os cristãos das regiões mais afetadas pela perseguição nos dois países têm que realizar suas atividades cristãs – encontros, cultos domésticos ou mesmo em templos – sem saber se serão atacados a qualquer momento. “Esses cristãos estão se expondo ao risco de lidar diretamente com grupos criminosos locais”, conta.

 

Outro caso que aconteceu no México envolve 33 crianças cristãs que em agosto do ano passado foram impedidas de entrar na escola porque suas famílias se negaram a pagar taxas para as autoridades locais que eram referentes a festividades católicas realizadas na comunidade.

 

Quase um ano se passou e agora o líder desse grupo de cristãos está pedindo à Portas Abertas no México que intervenha para tentar mais uma vez chegar a um acordo com as autoridades do Estado. As tentativas de acordo no ano passado não tiveram sucesso.

 

Os cristãos pedem que seus filhos sejam transferidos para outra escola, pois os líderes indígenas impedem que eles voltem a frequentar a mesma unidade escolar. Para que as crianças não percam tempo, voluntários cristãos estão ensinando essas crianças em suas próprias casas, de maneira informal.

 

Na Colômbia a perseguição contra cristãos atingiu o grupo étnico Wounnan, mais de 100 famílias dessa etnia foram obrigadas a deixarem suas casas fugindo de grupos militantes formados por facções rebeldes guerreiras.

 

Com cerca de 500 pessoas, que foram obrigadas a abandonar suas casas, plantações e propriedades no dia 2 de junho, quando grupos guerrilheiros rivais começaram a lutar em sua área. Se o governo nacional não tivesse oferecido abrigo, eles estariam abandonados e em alta vulnerabilidade, disseram os pesquisadores da Portas Abertas no país.

 

Além do medo dos grupos militantes, os cristãos colombianos também sofrem perseguição por parte de líderes indígenas contrários. Endossados pelas autoridades locais, eles excluem os cristãos dos serviços sociais básicos, assediam ou atacam famílias cristãs. Em julho do ano passado, as autoridades indígenas expulsaram os pastores da comunidade Emberá Katíoc, em Córdoba, no nordeste da Colômbia, porque eles não queriam que continuassem trabalhando lá.

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