23/06/2020 11h55 - Atualizado em 23/06/2020 11h58

Rio do Oeste comemora 62 anos de emancipação político-administrativa

Aniversário da cidade é nesta terça-feira (23)

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Fonte: Prefeitura de Rio do Oeste

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Luiz Bertoli, que há muito esboçava um movimento de novas colonizações, incentivado por Vidal Ramos e motivado pela atividade inspiradora do então vigário de Rodeio, Frei Lucínio Korte, com qual tivera longos diálogos, organizou a primeira expedição do reconhecimento, formada também por Manoel Moratelli, José Franzói, Luiz Girardi, Battista Campregher, Antônio Fronza, Ângelo Moser, José Largura e Battista Giotti, que aportaram em maio de 1912, na confluência do rio das Pombas com o rio do Oeste, razão do primitivo nome, Barra das Pombas.

O nome rio das Pombas, por sua vez, “surgiu devido ao grande número de pássaros dessa espécie na região”.

Entre outros documentos, o “Termo de Abertura” do Livro de Tombo da Paróquia, em 1923, cita o nome de Barra das Pombas.
No final da década de 1920, a então “freguezia de Barra das Pombas” recebia o nome de “Villa Adolfo Konder”, conforme documento de 27 de Agosto de 1927, que registra a visita do Governador Adolfo Konder à “Barra das Pombas e Taió, sendo que a primeira se glória em tempo vindouro, de ter o nome Adolfo Konder”.

 

Pouco tempo durou a denominação de Villa Adolfo Konder, pois logo após a Revolução de 1930, este núcleo passou a chamar-se Rio do Oeste.
Por ocasião da nova divisão administrativa e judiciária do Estado, conseqüente a sanção da Lei Estadual n.º 247, de 30 de Dezembro de 1948, a antiga “freguezia de Barra das Pombas” recebeu oficialmente o nome de Rio do Oeste.

 

Esse diploma legal criava o distrito de Rio do Oeste e os Municípios de Taió e Ituporanga, no Alto Vale.

 

Na época, dirigia o município de Rio do Sul o prefeito Wenceslau Borini, sendo governador do Estado Aderbal Ramos da Silva, ambos pertencentes ao Partido Social Democrático, PSD.

 

Em 23 de Junho de 1958 foi criado o Município de Rio do Oeste, numa época de notável crescimento nacional e de amplas liberdades democráticas sob a égide do então Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

 

Instalado oficialmente a 23 de Junho de 1958, foi administrado por Massimo Girardi, prefeito nomeado, que permaneceu no cargo de julho de 1958 até 31 de Janeiro de 1959.

 

Nesta data, assumiu a direção dos destinos municipais Leandro Bertoli, que, tendo sido o “primeiro prefeito escolhido pelas urnas populares” na eleição realizada a 3 de Outubro de 1958, governou até 31 de Janeiro de 1964.

 

Prefeito eleito Leandro Bertoli, recebendo diploma do Deputado Estadual Orlando Bertoli

Prefeito eleito Leandro Bertoli, recebendo diploma do Deputado Estadual Orlando Bertoli

 

No livro Crônica à Margem da História de Rio do Oeste a autora Alice Bertoli Arns, acerca do assunto, escreveu:

“… Para a escolha do nome influíram diversos fatores, entre os quais:

A denominação do rio principal que banha a região e logo adiante se encontra com o rio do Sul, formando o rio Itajaí-Açú.
Uma portaria do antigo Departamento Nacional dos Correios e Telégrafos, denominando a agência local de Rio do Oeste.
A poesia intrínseca ao nome, mais sonoro.

O fato de que as pessoas estranhas ao meio, ao se referirem ao lugar, habituaram-se mais à nova designação.

Durante certo tempo houve, no entanto, alguma dificuldade em assimilar o novo nome, motivo pelo qual o povo usava, ora, a designação de Rio do Oeste, ora, Barra das Pombas, como se pode notar em valiosos documentos da época.

Assim, o padre Carlos Zanotelli, ao receber a provisão de vigário em 1931, assinala a Parochia de N. Sra. Auxiliadora de Rio do Oeste – Barra das Pombas.

Ainda no ano de 1940, quando o nome Rio do Oeste já estava bastante difundido, o padre Domingos Fiorina, então vigário da paróquia, assinava atas de reuniões sobre a construção da Igreja de Rio do Oeste – Barra das Pombas.”

 

Confira o vídeo:

 

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