03/03/2020 15h38

Laudo diz que prédio interditado e evacuado em SC não pode ser habitado

Prefeitura ofereceu ginásio da cidade para famílias que tiveram que deixar o edifício.

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Em Palhoça, na Grande Florianópolis, um laudo feito por um arquiteto contratado pela prefeitura do município apontou que o edifício Caroliny Center, no bairro Sertão do Maruim, não tem condições de ser habitado. O prédio de três andares, com a maioria dos imóveis sendo residencial, foi interditado pela Defesa Civil e evacuado no fim de semana por problemas na estrutura.

 

Treze moradores ficaram hospedados até esta terça em um hotel, com despesas pagas pela prefeitura, e os demais ficaram em casas de parentes ou amigos. Durante reunião também nesta terça, a administração municipal ofereceu um ginásio da cidade como abrigo às famílias.

 

Laudo

 

O laudo foi elaborado pelo arquiteto Toni Bolzan. Conforme o documento, uma sapata – estrutura que fica abaixo dos pilares – cedeu alguns centímetros. O pilar acima também cedeu, o que deslocou para outro pilar uma força maior que ele poderia aguentar, até que o pilar estourou. O prédio está condenado.

 

“A gente confere habitabilidade e não está conforme a habitabilidade. Oferece riscos aos usuários e o entorno”, disse Bolzan.

 

Até a última semana uma casa que ficava num terreno ao lado do prédio estava sendo demolida. Moradores relatam que a retroescavadeira que estava fazendo o trabalho estava batendo na parede do prédio. O arquiteto disse que é cedo para concluir que isso teve alguma coisa a ver com o estouro do pilar.

 

O edifício também foi alterado ao longo dos anos e teve que aguentar mais peso. “Existem sobrecargas na edificação, alterações, foram alterações também comerciais que foram mudadas para residenciais”, disse o arquiteto.

 

Por orientação do arquiteto, foram colocadas estacas para estabilizar a estrutura do prédio. O profissional disse que, até esta quarta, vai avaliar a estabilização e que, se as condições estiverem seguras, vai liberar os moradores para entrarem no prédio e retirarem os pertences. Mas reforçou que a interdição continuará até que um estudo aponte qual obra é necessária para recuperar a estrutura.

 

Quem vive no prédio afirma que paga seguro, cujo valor é cobrado na fatura do condomínio, mas que ainda não há certeza de que as pessoas serão indenizadas.

 

Abrigo

 

Nem todos os moradores concordaram com a oferta do abrigo. O filho da aposentada Rosiléa dos Santos, tem autismo e ela está preocupada com a reação dele em dormir num abrigo. “Eu não vou para ginásio. Eu não sou melhor do que ninguém, só que como esse filho vai dormir, sendo que ele tem a rotina dele? Se eu fosse sozinha, eu me metia numa pecinha. Mas não, eu tenho ele”, disse.

 

A Secretaria de Assistência Social informou que ainda vai avaliar esse e outros casos. “De imediato a gente já contatou o secretário de Saúde para que mande uma equipe para cá para avaliar a situação”, declarou Rosângela Campos, titular da pasta.

 

Fonte: G1

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