16/11/2019 10h53

Justiça nega soltura de marido de grávida suspeito de agredir médico em SC

Desembargadora escreveu na decisão que homem é reincidente pelo mesmo crime

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G1 SC

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O suspeito de agredir um médico dentro do hospital em Itajaí teve a soltura negada pela Justiça no final da noite de quinta-feira (14). A desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho escreveu na decisão que o homem é reincidente do mesmo crime, “evidenciando assim comportamento explosivo e violento por parte do suposto agressor”. O G1 não conseguiu contato com a defesa dele.

 

agressão ocorreu no Hospital Marieta Konder Bornhausen. O suspeito é marido de uma paciente, que estava grávida. O homem não queria que a esposa fosse examinada na ausência dele. Mas como na sala de exames havia outras mulheres prestes a ter bebê, o suspeito foi barrado. A vítima disse que foi agredida com um soco na boca e outro no peito. Segundos depois, o casal saiu correndo do hospital.

 

A defesa de Marcelo Assumpção Ulisseya, de 45 anos, argumentou no pedido de soltura que ele tem profissão lícita, faz trabalho voluntário, tem residência fixa, que a liberdade dele não ofereceria risco à sociedade e que ele não fugiria da aplicação da lei.

 

O suspeito foi preso logo depois da agressão, no Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, cidade vizinha, onde a mulher acabou tendo o bebê. Ele teve a prisão preventiva decretada na quinta, foi levado para o presídio de Itajaí e deve responder por lesão corporal grave.

 

O médico agredido teve dois dentes quebrados e precisou passar por duas cirurgias. Jean Paulo Griebeler, de 31 anos, disse ter levado socos depois de atender a grávida. “A paciente me agradeceu e, ao virar as costas, o familiar que estava atrás dela veio ao meio encontro, só proferiu as palavras ‘eu te avisei’ e me agrediu fisicamente”, resumiu.

 

Outro lado

A defesa do suspeito afirmou em nota que “não houve qualquer motivação por ‘ciúme’, o que de fato ocorreu foi uma negligência do centro obstétrico, onde foi desrespeitado o direito do acompanhamento da paciente”. Segundo o documento, a paciente e o marido pediram que o procedimento médico fosse feito por uma profissional mulher “por conta de eventos anteriores de supostos casos de abuso médico que a paciente havia sofrido”.

 

Ainda conforme a nota, o desentendimento ocorreu quando o suspeito pediu à vítima que devolvesse a carteirinha de saúde da paciente, já que o casal iria para outro hospital. “O médico não entregou a carteira de saúde, Marcelo solicitou outras vezes, até que perdeu a paciência e agrediu o médico”, de acordo com a nota.

 

“Marcelo lamenta o ocorrido e pretende ressarcir os danos causados à vítima, a situação causada se deu por mero desentendimento”, finalizou a defesa no documento.

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