03/05/2021 15h06 - Atualizado em 03/05/2021 15h07

Em um mês, família do Alto Vale perde quatro pessoas para a Covid-19

Do total de 6 irmãos, 3 morreram com a doença e outros três estão internados por causa do coronavírus. Pai deles também faleceu por complicações da Covid

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Em um mês, quatro membros da mesma família morreram vítimas da Covid-19 no Alto Vale (Foto: Reprodução)

Em um mês, quatro membros da mesma família morreram vítimas da Covid-19 no Alto Vale (Foto: Reprodução)

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Uma mulher de 45 anos morreu de Covid-19 após ficar nove dias internada no Hospital de Ituporanga, nesta segunda-feira (03). Zelirde Almeida perdeu o pai dois irmãos também vítimas da doença durante o mês de abril. Segundo a prefeitura da cidade, um outro irmão de Zelirde, João Ercio de Almeida, está intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Bom Jesus. Outros dois irmãos também estão internados na mesma unidade com a doença.

 

No dia 2 de abril, a irmã mais nova de Zelirde, Maria Rosimara de Almeida Hellmann, de 34 anos, morreu vítima de Covid-19. O técnico de enfermagem Antônio de Almeida, de 50, irmão mais velho das duas, faleceu oito dias depois. O pai deles, João Alci de Almeida, de 70 anos, morreu após ficar sete dias internado no dia 24 de abril.

 

Zelirde morreu de Covid-19 após nove dias internada em Ituporanga (SC), segundo prefeitura — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Zelirde morreu de Covid-19 após nove dias internada em Ituporanga, segundo prefeitura (Foto: Redes Sociais / Reprodução)

Segundo a administração municipal, Zelirde Almeida estava internada na UTI geral do Hospital Bom Jesus desde o dia 25 de abril. Não foi informado se ela possuía comorbidades.

 

O outro irmão, o técnico em refrigeração João Ercio de Almeida, está intubado em um leito de UTI no mesmo hospital. Mais detalhes sobre o quadro clínico do paciente e informações sobre a data de internação não foram repassados pela prefeitura. Também não foi detalhada a situação clínica dos outros dois irmãos que estão na unidade com a doença.

 

De acordo com uma amiga da família, o sepultamento de Zelirde ocorrerá nesta segunda às 16h no Cemitério de Ituporanga, onde também estão enterrados o pai e os dois irmãos. Segundo a amiga, Zelirde chegou a ir a todos os seputalmentos dos familiares.

 

Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram a morte da terceira dos seis irmãos da família Almeida a morrer por Covid-19 em Ituporanga.

 

“Luto por uma família muito querida. Quanta perda de pessoas boas. Descanse bem. Paz, minha amiga Zelirde Almeida”, escreveu uma amiga.

 

Morte dos irmãos e do pai

 

Maria Rosimara foi internada no dia 1º de abril e faleceu no dia seguinte. Ela, que era costureira, morreu em um hospital de Ituporanga à espera de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

Maria Rosimara de Almeida Hellmann, 34 anos, foi a primeira da família a falecer de Covid — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Maria Rosimara de Almeida Hellmann, 34 anos, foi a primeira da família a falecer de Covid (Foto: Redes Sociais / Reprodução)

Já o irmão dela passou cerca de uma semana hospitalizado em Rio do Sul, e não resistiu. Antônio de Almeida era técnico de enfermagem e de radiologia. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren/SC) lamentou a morte dele.

 

Técnico em radiologia morreu de Covid-19 após uma semana internado — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Técnico em radiologia morreu de Covid-19 após uma semana internado (Foto: Redes Sociais / Reprodução)

Segundo a entidade, Tonho, como era conhecido, chegou a participar de uma ação pedindo que as pessoas respeitassem as restrições contra a Covid.

 

O pai João Alci de Almeida, de 70 anos, morreu no dia 24 de abril. Segundo a prefeitura, o idoso possuía comorbidades e foi internado do dia 18 de abril.

 

Pai não teve condições emocionais para ir ao enterro dos filhos, segundo amiga da família — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Pai não teve condições emocionais para ir ao enterro dos filhos, segundo amiga da família (Foto: Redes Sociais / Reprodução)

De acordo com Glória Elizângela Souza, uma amiga da família, o pai não pôde comparecer ao enterro dos filhos. “Ele não teve condições [emocionais] de ir [ao enterro]”, disse ela. Os três não moravam na mesma residência, segundo Glória.


POR: CAROLINE FERNANDES – G1 SC

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