16/09/2020 09h27

Com data e hora marcados para impeachment, Moisés mira PT e PL para se salvar

Ele tem falado pessoalmente com parlamentares petistas e também com o presidente estadual do partido, o ex-deputado federal Décio Lima

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Fonte: NSC (Foto: Luís Debiasi, Agência Al/Divulgação)

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O destino do governador Carlos Moisés (PSL) e da vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) tem hora e lugar marcados. Será às 15h horas desta quinta-feira, em sessão extraordinária, que a Assembleia Legislativa votará a autorização para abertura do processo de impeachment contra a dupla eleita em 2018. Assim, o Centro Administrativo está em contagem regressiva para buscar os 14 votos que garantiriam o fim da crise política.

 

Essa busca tem dois alvos definidos neste momento. Podendo contar, hoje, com apenas seis dos 40 deputados, Moisés investe na conquista do apoio dos quatro deputados da bancada do PT – Fabiano da Luz, Luciane Carminatti, Neodi Saretta e Padre Pedro. Ele tem falado pessoalmente com parlamentares petistas e também com o presidente estadual do partido, o ex-deputado federal Décio Lima (PT) – quarto colocado na eleição de 2018 para o governo, vencida por Moisés.

 

Por enquanto, os petistas do parlamento estão divididos. Metade da bancada acredita que o processo de impeachment é um golpe contra o governo Moisés, outra entende que o governador não tem mais condições políticas de tocar o Estado. Uma nova reunião, para bater o martelo, será realizada no final da manhã de quinta-feira, horas antes da votação.

 

A importância dos quatro votos do PT é estratégica. Isso porque avolumaria a lista dos deputados considerados fiéis, que conta com Paulinha (PDT), José Milton Scheffer (PP), Vicente Caropreso (PSDB) e os pesselistas Coronel Mocellin e Ricardo Alba, do PSL. Também integrante deste pequeno clube está Rodrigo Minotto (PDT), mas ele deve se licenciar para a posse do suplente Cesar Valduga (PCdoB) – que também tenderia a votar com o governador.

 

Assim, com os seis deputados fiéis e os quatro do PT, Moisés alcançaria o apoio de 10 parlamentares na véspera da votação. Esse é o número que o senador Jorginho Mello (PL) tem exigido que seja apresentado quando Moisés pede ajuda para influenciar a bancada do PL na Alesc, também com quatro representantes. Hoje, os liberais estão fechados com a aprovação do processo de impeachment, mas a influência do senador e presidente estadual do partido poderia mudar o rumo – mesmo que estejam nesse grupo o líder da oposição Ivan Naatz e o ex-líder do governo Maurício Eskudlark, sempre contundentes nas críticas à gestão Moisés.

 

Assim, a poucas horas da votação do processo do impeachment – caso não haja nenhum fato novo ou liminar judicial – o futuro de Moisés depende das bancadas do PT e do PL. Se não avançar nesses flancos, o governo corre até mesmo o risco de perder alguns dos votos hoje considerados fiéis.

 

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