27/06/2020 09h30

Chefe da Casa Civil de SC é exonerado

Seu nome foi mencionado na CPI da Alesc que investiga possíveis irregularidades na compra de respiradores

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Fonte: G1 SC

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O chefe da Casa Civil de Santa Catarina, Amandio João da Silva Júnior, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (26). Ele assumiu assumiu a pasta em 11 de maio deste ano, após o chefe anterior ter pedido exoneração do cargo. Com a saída, a Casa Civil será assumida por Juliano Chiodelli, que era subchefe.

 

A saída dele Amandio da Silva Júnior e também de Sandro Pinheiro, assessor especial da Casa Civil ,foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira e ocorre em meio a investigações relacionadas a compra de 200 respiradores pelo Governo do Estado, que pagou antecipadamente R$ 33 milhões pelos equipamentos em março, mas eles não chegaram. Agora o Estado teta reaver os recursos. Uma força-tarefa, que inclui Polícia Civil e Ministério Público, investiga o caso.

 

Os nomes dos dois apareceram durante uma das sessões desta semana da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) que apura possíveis irregularidades na compra dos respiradores. O chefe da Casa Civil anterior, Douglas Borba, havia pedido exoneração também após ser mencionado em investigação sobre a aquisição do governo. Ele está preso desde 6 de junho.

 

Em nota, o Governo do Estado agradeceu o trabalho de Amandio, mas não menciona de quem partiu o pedido de exoneração. No entanto, a nota deixa claro que a saída está relacionada à CPI.

 

“Comunicamos a exoneração do Chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva JuniorCom isso, o ex-secretário pode melhor prestar seus esclarecimentos pessoais perante as autoridades constituídas em relação aos fatos relacionados à sua atividade profissional desenvolvida na iniciativa privada”, informou o Governo.

 

Investigação

 

Na sessão que ouviu o empresário Samuel de Brito Rodovalho foi divulgada uma imagem de uma chamada de vídeo na qual Rodovalho aparece com três homens. Um deles é Amandio, que ainda não ocupava o cargo na ocasião, e o assessor Sandro Pinheiro. Amandio deve ser ouvido na CPI no fim do mês.

 

Segundo o ex-chefe da Casa Civil, a foto apresentada na CPI se trata de uma reunião via web para apresentação de um projeto para testes do Covid-19 em Florianópolis feita do dia 22 de abril em negócio da iniciativa privada, onde atuava. Ainda segundo ele, o negócio não foi feito. Já Sandro disse que quando a gravação foi feita ele não era servidor. Veja aqui a íntegra do que eles disseram.

 

Polêmica dos respiradores

 

A Justiça de Santa Catarina decidiu na segunda-feira (22) encaminhar o processo da Operação Oxigênio, para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada por considerar uma possível participação do governador Carlos Moisés (PSL). Em coletiva de imprensa, o governador negou envolvimento em supostas irregularidades.

 

Dos 200 respiradores comprados da empresa Veigamed, apenas 50 chegaram a Santa Catarina, e foram apreendidos pela Receita Federal antes de serem entregues ao governo estadual por problemas na documentação. Um especialista e o próprio secretário de Saúde do Estado, André Motta, já informaram que os equipamentos são para transporte e não servem para tratamento da Covid-19.

 

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