26/09/2020 10h20 - Atualizado em 26/09/2020 10h21

Catarinenses voluntários vão ao Pantanal para ajudar animais atingidos por incêndio

São três médicos veterinários e um engenheiro ambiental que pretendem atuar nos atendimentos entre sete e 10 dias

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Grupo de voluntários da Fundação Ecotrópica já atua no local atingido pelas queimadas (Foto: Fundação Ecotrópica/Divulgação)

Grupo de voluntários da Fundação Ecotrópica já atua no local atingido pelas queimadas (Foto: Fundação Ecotrópica/Divulgação)

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Um grupo de voluntários catarinenses sai da Grande Florianópolis neste sábado (26) rumo à região do Pantanal, no Mato Grosso, para ajudar no atendimento aos animais feridos no incêndio que atinge o local. São três médicos veterinários e um engenheiro ambiental que pretendem atuar nos atendimentos entre sete e 10 dias. Eles formaram o grupo Gralha Azul, no começo desta semana, com a intenção de arrecadar recursos e materiais que serão levados para a viagem.

 

Fazem parte do grupo o engenheiro ambiental Leonardo Barros e os médicos veterinários Laura Tonon, Milene Prado e Diego Jhonson Barrey. Eles vão se juntar aos voluntários da fundação Ecotrópica, além de outros profissionais que já estão na região. A estimativa é que o incêndio já tenha destruído 10% do bioma do Pantanal.

 

Nos últimos dias, os catarinenses do Gralha Azul arrecadaram materiais doados por empresas e pessoas físicas. Os itens prioritários que o grupo arrecada são medicamentos veterinários e água.

 

Reportagem do Fantástico, do último domingo, teve a acesso às informações do inquérito da Policial Federal que busca os responsáveis pelos incêndios. Com a ajuda de imagens de satélite, os agentes identificaram o início de alguns focos. A principal suspeita é de que, nos casos investigados, a ação tenha sido criminosa.

 

Atear fogo na pastagem para renovar o pasto é uma prática comum, mas o problema é que com a seca e o vento, as chamas se alastraram por fazendas vizinhas, atingiram reservas ambientais, mataram animais silvestres e devastaram a vegetação nativa.

 

Em uma das regiões mais preservadas, perto do Parque Nacional do Pantanal, na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o fogo teria começado de forma criminosa, dentro de fazendas. A investigação começou com a análise de imagens de satélites da Nasa. A PF descobriu que em 30 de junho, quando aparece um primeiro foco de incêndio em uma fazenda, não houve a ocorrência de raios, a única forma de um incêndio começar.

 

FONTE: ANDERSON SILVA / NSC

 

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