01/08/2020 08h56

Umberto Louzer explica evolução da Chapecoense no mata-mata: “Trabalho”

Técnico destaca necessidade de melhorias na equipe e projeta jogo contra o Criciúma

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Fonte: Globo Esporte SC

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É clichê, mas nem por isso menos real. O técnico Umberto Louzer creditou ao trabalho realizado por comissão, estafe e atletas a melhora do time nas eliminatórias do Campeonato Catarinense. Depois de um início ruim no estadual, o clube conquistou a última vaga para as quartas de final e eliminou o adversário com melhor campanha da primeira fase.

 

“Trabalho. Os atletas têm acredito na comissão. A entrega diária faz evoluir. Temos muitos ajustes a fazer. O que me deixa feliz é que os atletas sabem que precisam crescer para escrever uma história bonita na Chapecoense.”

 

Durante toda a entrevista coletiva após a classificação para a semifinal do Campeonato Catarinense, com o empate em 1 a 1 com o Avaí, Umberto Louzer falou em buscar evolução. Naturalmente satisfeito com a vaga, o técnico definiu que a comemoração será curta. O próximo jogo, contra o Criciúma, acontece já no final de semana.

 

– Vamos estudar o Criciúma a partir de hoje. Estamos felizes, mas a nossa vida é dessa forma. Temos que projetar o próximo adversário, porque o tempo é curto. Não conseguimos acompanhar todo o jogo, mas falei com o Felipe, Gabriel, Endres (analistas de desempenho e auxiliar técnico, respectivamente) para ter o material do próximo adversário e buscar alternativas e estratégia para neutralizar os pontos fortes e explorar o que vamos ter para conseguir o resultado em casa – disse.

 

O jogo contra o Criciúma ainda não tem horário definido, mas o certo é que a Chapecoense começa o duelo como mandante. A partida de ida é na Arena Condá, no próximo domingo.

 

Confira outros trechos da coletiva de Louzer:

 

DESFALQUES
– Aquilo que a gente sempre falou aos atletas. Não tem titular e reserva, principalmente em um ano atípico. Perdemos o Willian momentos antes da viagem. É difícil fazer a preparação com um atleta e na sequência ir para outro. O Guedes está preparado, é um jovem atleta, terceiro jogo como profissional. Tem muito a evoluir. Temos dado o suporte para evoluir. A gente fica feliz pela resposta que os atletas têm dado. O Aylon foi premiado com o gol. Um atleta que a gente tem trabalho bastante. Vai nos ajudar bastante durante a temporada.

 

RESULTADOS POSITIVOS
– Classificamos com o empate, mas ficamos feliz com o equilíbrio da equipe, a evolução. Claro que gostaríamos de ter treinado mais. Até porque a comissão toda pegou Covid. Recebemos a notícia que não ia ter jogo na sexta, liberamos os atletas e depois fomos surpreendidos no domingo. Os atletas superaram a adversidade, não buscaram desculpa, se aplicaram. Respeitamos nosso oponente, de muita qualidade. Não a toa fez a melhor campanha na primeira fase. É fruto do que os atletas têm desempenhado no dia a dia. Quando iniciei a palestra relembrei tudo que a gente viveu até esse momento e parabenizei pelo engajamento em representar a Chapecoense. A gente precisa evoluir, foi o que falei para eles. Pés no chão. Temos muito a evoluir em todos os aspectos.

 

PRESSÃO DO AVAÍ NO INÍCIO
– A gente sabia que o Avaí precisava reverter o resultado e ia tomar iniciativa do jogo. Tentamos controlar, explorar o apoio dos laterais para ter a transição ofensiva nestes setores. Fazer os zagueiros mover para os lados. Tomamos um gol da bola no nosso domínio, desajustamos, mas o time teve poder de reação. É importante, vai criando casca. Tivemos outras possibilidade de fazer gol no contra-ataque e conseguimos sustentar o resultado.

 

TRABALHO COLETIVO
– Hoje é o Umberto que fala, mas por trás tem um estafe, comissão, chefes de departamento, para poder chegar no produto final que são os atletas. Potencializar capacidades e fazer um time consistente, que busca esse jogo que acredito, junto com a comissão. É um jogo que acredito que o torcedor gosta, que luta até o final, busca a vitória, se entrega. O torcedor tem apoiado de suas casas e tem sido fundamental.

 

APOSTA EM JOVENS
– Precisa da mescla, experientes para dar sustentação. Temos um grupo de jovens e temos trabalhado com vídeos, orientações. O jovem vai oscilar, temos que ter esse entendimento. Saber o momento de colocar, de segurar no banco. Eles vão crescer muito e ajudar nesta temporada.

 

O JOGO
– Não apenas os dois extremos, mas o Denner e o Aylon fazendo balanço e tirando a iniciação da jogada. Os atacantes fizeram equilíbrio para preencher o meio e ter a transição. O Leite fez uma partida brilhante, como os demais. Uma equipe segura, mesmo com a posse maior do adversário. Soubemos nos defender e sair na transição. Poderia ter caprichado mais para fazer o gol e ter mais tranquilidade.

 

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