09/06/2021 15h11

Conmebol ironiza manifesto dos jogadores da Seleção Brasileira e aguarda decisão do STF

Dirigentes da entidade não entenderam o sentido da crítica feita pelos jogadores da seleção sobre a Copa América

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Foto: Conmebol / Divulgação

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O manifesto dos jogadores da seleção brasileira também era aguardado com expectativa dentro da Conmebol.

 

E, após a sua divulgação, na madrugada desta quarta-feira (09), após a vitória do Brasil sobre o Paraguai, pelas Eliminatórias, o documento foi visto com ironia.

 

O teor do texto causou estranheza, devido, segundo uma pessoa ligada à Conmebol, à falta de uma mensagem clara.

 

“A crítica à Conmebol não faz sentido. Nem explicaram o porquê. Achei que viria algo forte e não ficou claro o que os jogadores querem. Não há uma menção à pandemia, aos riscos de contágio e nem aos mortos por causa da covid-19. Não entendi nada.”

 

Criticada no manifesto, ainda que de forma vaga, a Conmebol não foi consultada e não recebeu nenhuma solicitação de nenhum jogador da seleção. A entidade também não fez nenhuma ameaça de retaliação a quem não participasse da competição, segundo esse interlocutor ligado à Conmebol.

 

“A crítica veio para a Conmebol e não para a CBF, mas o calendário está aí, faz parte do calendário da Fifa. Desde que a competição foi adiada, em 2020, já estavam estabelecidas praticamente todas as novas datas. Também não fomos procurados, nenhum jogador nos consultou ou fez alguma reclamação, nem pedido para explicar nada.”

 

Sobre a reunião do Supremo Tribunal Federal, que, nesta quinta-feira (10) irá analisar a decisão de o Brasil sediar a Copa América, a entidade não quer se manifestar.

 

“É uma questão interna do País, não há nada a falar a respeito, não foi tomada nenhuma decisão pelo STF. Seguimos todos os protocolos, enviaremos toda a documentação que nos for pedida e acima de tudo temos respeito pelas instituições brasileiras”, informou a entidade.

 

Em relação ao afastamento do presidente da CBF, Rogério Caboclo, após acusação de assédio sexual e moral a uma funcionária, a entidade acredita que a coordenação e os trabalhos para a realização da Copa América não serão afetados.

 

“Quando a Colômbia e depois a Argentina desistiram, o comitê organizador da Copa América foi extinto e a Conmebol assumiu as rédeas da organização. A colaboração da CBF não diminuiu com o afastamento do presidente, há o secretário-geral que cuida da coordenação das entidades filiadas, das competições que o País recebe. Há toda uma estrutura de apoio à Conmebol, além do auxílio do governo e das autoridades locais”, informou a entidade.


POR: EUGENIO GOUSSINSKY – R7

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