11/05/2021 08h22 - Atualizado em 11/05/2021 09h03

População chinesa chega a 1,41 bilhão de habitantes, aponta censo

Com o menor crescimento em décadas, em breve o país deve ser superado pela Índia em número de habitantes

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Chineses tiram selfie durante celebrações do Ano Novo Chinês em Guangzhou (Foto: Reuters)

Chineses tiram selfie durante celebrações do Ano Novo Chinês em Guangzhou (Foto: Reuters)

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A população da China chegou a 1,411 bilhão de habitantes em 2020, anunciou nesta terça-feira (11) o país mais populoso do mundo, ao apresentar os resultados do seu censo, realizado a cada 10 anos.

 

Em comparação à pesquisa de 2010, a população chinesa cresceu 5,38% (72 milhões de habitantes), segundo o Departamento Nacional de Estatísticas.

 

A população chinesa teve o menor crescimento em décadas nos últimos 10 anos, e em breve o país deve ser superado pela Índia em número de habitantes.

 

A China prevê que a curva de crescimento populacional irá atingir o pico em 2027, quando a Índia deverá ultrapassá-la e se tornar o país mais populoso do mundo.

 

A população chinesa começará então a diminuir, até chegar a 1,32 bilhão de habitantes em 2050, segundo as projeções.

 

Já a Índia tem 1,38 bilhão de habitantes e sua população cresce a uma média de 1% por ano, segundo estudo divulgado no ano passado pelo governo do país.

 

Taxa de natalidade em queda

 

A taxa de natalidade vem caindo no país desde 2017, mesmo com a flexibilização em 2016 da política do filho único, que autorizou o nascimento do segundo filho (e já há pedidos para o fim desse limite).

 

Demógrafos advertem que a China pode registrar o mesmo fenômeno de Japão e Coreia do Sul, que sofrem com excesso de idosos em comparação ao número de jovens e trabalhadores.

 

A taxa caiu para 10,48 a cada mil habitantes em 2019, o nível mais baixo desde a fundação da China comunista, em 1949. Foram 14,65 milhões de nascimentos.

 

A queda da taxa de natalidade tem várias razões: diminuição do número de casamentos, custo de vida e gravidez mais tardia das mulheres, que priorizam a carreira profissional, entre outras.

 

Influência da Covid-19

 

Em 2020, ano marcado pelo início da pandemia do novo coronavírus, o número de nascimentos caiu ainda mais, para 12 milhões.

 

O porta-voz do Departamento Nacional de Estatísticas, Ning Jizhe, reconheceu que a pandemia “aumentou a incerteza da vida cotidiana e a preocupação com o nascimento de um filho”.

 

O censo chinês foi concluído em dezembro passado, com a ajuda de 7 milhões de voluntários, e o resultado foi divulgado com semanas de atraso.

 

Seus números são considerados mais confiáveis do que as pesquisas demográficas anuais, baseadas em estimativas.

 

Censo no Brasil

 

No Brasil, o Censo também seria realizado em 2020, mas foi adiado devido à pandemia. A pesquisa deveria ocorrer neste ano, mas o governo federal cortou a verba necessária para realizá-la.

 

Após a decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, determinou em 28 de abril que o governo federal tome as providências para fazer o Censo neste ano.

 

O ministro atendeu a um pedido do governo do Maranhão, e o Palácio do Planalto não se manifestou sobre a decisão.

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realiza o Censo, afirmou que a não realização da pesquisa neste ano vai afetar as ações governamentais no pós-pandemia.

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