29/06/2020 09h51 - Atualizado em 29/06/2020 09h54

O cavalo amarelo do Apocalipse e o Coronavírus

Continue prestando atenção aos sinais para identificar o “tempo” em que vivemos

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Fonte: Gospel Prime

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“Observei quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos. Então ouvi um dos seres viventes dizer com voz de trovão: Venha! Olhei, e diante de mim estava um cavalo branco…” (Apocalipse 6.1-2)

 

Na sequência, João vê outros três cavalos, o vermelho, o preto e o amarelo. O que será que isso quer dizer? Vamos ao contexto:

 

  • – Primeiro selo – cavalo branco (Apocalipse 6.2)
  • – Segundo selo – cavalo vermelho (Apocalipse 6.4)
  • – Terceiro selo – cavalo preto (Apocalipse 6.5)
  • – Quarto selo – cavalo amarelo (Apocalipse 6.8)

 

O apóstolo João estava preso na ilha de Patmos porque era um seguidor de Jesus. Ele era um líder muito conhecido e amado entre as sete igrejas da Ásia Menor, e costumava dizer que era apenas um servo. Quando escreveu o livro de Apocalipse quem reinava era o imperador Domiciano, por volta de 81 a 96 d.C., época de muita perseguição para os cristãos.

 

João teve muitas visões, entre elas a dos quatro cavalos, sobre os quais ele deu alguns detalhes. Ao que tudo indica, ele não se preocupou em escrever todas as profecias numa ordem cronológica, o que acaba dificultando a nossa interpretação se não tomarmos os devidos cuidados.

 

Sobre o cavalo branco, na abertura do primeiro selo, ele disse que o cavaleiro empunhava um arco, mas não cita a flecha. Que recebeu uma coroa e que cavalgava como vencedor, determinado a vencer. Mas não disse que ele venceu.

 

A interpretação mais aceita pelos teólogos sobre essa simbologia é que o cavalo branco representa a chega do Anticristo e seu governo global, propondo a princípio “paz e segurança” como indica o texto em 1 Tessalonicenses 5.1-3:

 

“Irmãos, quanto aos tempos e épocas, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite. Quando disserem: ‘Paz e segurança’, então, de repente, a destruição virá sobre eles, como dores à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão.”

 

Sobre o cavalo vermelho, na abertura do segundo selo, João disse que o cavaleiro recebeu uma grande espada para tirar a paz da terra, fazendo com que as pessoas se matem umas às outras. Aqui há uma indicação de guerra civil através de conflitos que se levantam no meio do povo.

 

Sobre o cavalo preto, na abertura do terceiro selo, ele disse que viu nas mãos do cavaleiro uma balança e que ele dizia: “Um quilo de trigo por um denário, e três quilos de cevada por um denário. Depois alertou para não danificar o azeite e o vinho“.

 

Sabemos que a balança é usada para pesar os alimentos. O denário era uma moeda de prata que correspondia ao salário médio de 1 dia.

 

Os alimentos citados eram os mais comuns naquela época. O trigo era o principal alimento do mundo antigo, usado para fazer o pão. A cevada era o alimento mais barato e consumido pelos mais pobres.

 

Em tempos normais, ou seja, fora da recessão, 1 denário comprava de 12 a 16 quilos de alimento.

 

Vemos aqui a indicação de tempos economicamente difíceis. Quando falta o básico, o preço sobe. Sabemos que vivemos num mundo globalizado, então essa é uma situação para o mundo inteiro.

 

A citação do azeite e o vinho indica o cardápio dos mais ricos. Alguns estudiosos acreditam que pode indicar um sofrimento maior aos pobres e menor para os mais favorecidos. Resumidamente, o cavalo preto é a profecia de um grande abalo mundial, mas não ainda de uma catástrofe.

 

Sobre o cavalo amarelo, na abertura do quarto selo, João disse o nome do cavaleiro: morte. Ele tem o poder para matar até ¼ da terra de quatro formas: por espada (guerras), por fome (recessão), por pragas (incluindo as pandemias) e por meio de animais selvagens.

 

No momento desse estudo, estamos vivendo um tempo muito difícil de quarentena por causa do coronavírus ou Covid-19. Estamos em abril de 2020. Muitos se questionam se não estamos vivendo o cumprimento dessa profecia bíblica. Vamos pensar juntos?

 

Analisando alguns detalhes

 

Primeiro a cor do cavalo. De acordo com estudiosos, a tradução mais correta seria “cinzenta” ou “cinza pálido”. Essa cor pálida, que varia entre o amarelo e o verde misturados pode significar a cor da própria morte, característica de um cadáver.

 

E essa morte é causada por alguns motivos específicos, conforme a profecia. Vamos relembrar: pelas guerras, pelas fomes, pelas pragas e “por meio de” animais selvagens. Essa situação atingirá ¼ da terra.

 

Sabendo que as guerras sempre aconteceram em todos os períodos históricos, que a fome tem se espalhado pelo mundo por diversos motivos e que sempre existiram as pragas, epidemias e pandemias, nos resta compreender o último tipo de morte que o texto menciona: “por meio de animais selvagens”.

 

Aqui vamos encontrar várias ideias sobre o que pode significar esse tipo de morte. Lembrando que animais selvagens quer dizer também “animais silvestres”, aqueles que não são domesticados e que vivem no seu habitat natural, que não convivem com o ser humano e que estão presentes em florestas, oceanos e desertos. Existem animais selvagens de todos os tipos: mamíferos, répteis, peixes, anfíbios, aves e até insetos.

 

Se pensarmos nos mamíferos selvagens, por exemplo, como leões e onças, que possuem instinto de caça, podemos concluir que devido ao desequilíbrio ecológico e por falta de alimento, podem invadir áreas habitadas por homens. Seres humanos poderiam se tornar vítimas.

 

Mas podemos pensar em outros aspectos também, por exemplo, um desses animais selvagens podem transmitir um vírus que seja perigoso para o ser humano, daí “por meio dele” provocar mortes.

 

Outra ideia seria também considerar a praga como nos tempos bíblicos. Os gafanhotos selvagens continuam sendo um grande problema para os agricultores até os dias de hoje. Preste atenção aos títulos das seguintes notícias divulgadas recentemente:

 

  • – África Oriental é invadida por gafanhotos e mudanças climáticas podem ser a causa (National Geografic, divulgada em 27 de fevereiro de 2020)
  • – China alerta para possível invasão de gafanhotos (Agência Reuters, divulgada pelo Portal R7, em 02 de março de 2020)
  • – Os gafanhotos estão acabando com a comida do Quênia (Revista Exame, publicado por um jornalista do New York Times, em 03 de março de 2020)
  • – Produtores da região de fronteira com o Paraguai estão preocupados com gafanhotos (Portal de Notícias G1 da Globo, Mato Grosso do Sul, em 03 de março de 2020)
  • – Nuvem de gafanhotos faz Ministério da Agricultura declarar estado de emergência fitossanitária (Portal de Notícias G1 da Globo, em 25 de junho de 2020)

 

Perceba que a morte vinda por pragas e “por meio de” animais selvagens tem várias versões. Para compreender as profecias em nosso tempo, é preciso acompanhar as notícias diariamente e com a Bíblia sempre aberta.

 

Levando em conta, que uma profecia pode ser uma sequência de acontecimentos ao longo do tempo, até atingir o seu ápice, ou seja, até cumprir um objetivo que já foi definido, nesse caso até atingir ¼ da terra. Isso inclui a própria natureza, as pessoas e os animais.

 

Outro aspecto da profecia a ser considerado é que ela pode se realizar já na época em que foi profetizada, e continuar se realizando ao longo dos séculos, até finalmente ser concluída no fim dos tempos.

 

Continue prestando atenção aos sinais para identificar o “tempo” em que vivemos, reflita na Palavra e nas profecias, acompanhe as notícias por meio de veículos confiáveis e busque a sabedoria que vem do alto, aquela que só Deus pode nos dar.

 

Porque… “A sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera.” (Tiago 3.17)

 

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