17/09/2020 15h02

Damares Alves quer vetar no Brasil filme “Lindinhas”, que erotiza garotas de 11 anos

A ministra já mobilizou seus assessores jurídicos do governo para ver quais são os caminhos possíveis para proibir a exibição do filme no Brasil

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Lançado na Netflix, o filme francês

Lançado na Netflix, o filme francês "Cuties" ("Lindinhas") está sendo acusado de erotizar garotas de 11 anos e promover a pedofilia. (Foto: Reprodução)

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Na última segunda-feira (14), a ministra Damares Alves afirmou que está tomando as devidas providências contra o filme francês “Cuties” (“Lindinhas”, no Brasil), lançado recentemente na Netflix.

 

A ministra já mobilizou seus assessores jurídicos do governo para ver quais são os caminhos possíveis para proibir a exibição do filme no Brasil.

 

No filme, uma menina de 11 anos, vivida pela atriz de origem senegalesa Fathia Youss desafia a autoridade dos pais (chegando a roubá-los) para se juntar a um grupo de dança formado por outras garotas da mesma idade. O grupo dança Twerk, um estilo altamente sensual, com movimentos cheios de insinuações.

 

Apesar do longa ter vencido o Sundance, o filme chamado pela ministra de “abominável”, devido às cenas carregadas de erotização infantil que ele expõe.

 

“Estou brava, Brasil! Estou muito brava! É abominável uma produção como a deste filme. Meninas em posições eróticas e com roupas de dançarinas adultas”, escreveu Damares em sua página do Facebook.

 

“Quero deixar claro que não faremos concessões a nada que erotize ou normalize a pedofilia! Quero aproveitar e dar um recado aos pedófilos que por anos tem vindo ao Brasil abusar de nossas crianças: no Brasil existe um Governo que se importa de verdade em proteger as crianças e as famílias”, acrescentou.

 

Já no Twitter, ela voltou a comentar o caso, respondendo a um usuário que perguntou se ela estava ciente da produção.

 

“Não vamos ficar de braços cruzados. Deixa comigo”, escreveu.

 

Polêmica

 

Nas últimas duas semanas, o filme “Cuties” tem sido alvo de críticas, não apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos. Nas redes sociais, usuários já acusavam a Netflix de promover a sexualização de crianças, desde o lançamento do pôster do filme, que mostrava as personagens usando roupas curtas. Após as críticas, o material foi removido e a página da plataforma se desculpou, mas ainda assim lançou a produção.

 

Em seu site, o conhecido guia de entretenimento IMDb alertou aos pais que o filme contém cenas fortes e pode ser considerado um exemplo de pedofilia.

 

“Aviso dos pais: Durante uma das muitas cenas de dança altamente sexualizadas e eróticas que exploram e objetificam propositadamente diversas garotas menores de idade seminuas, uma das dançarinas levanta sua blusa cortada para exibir totalmente o seio nu. Isso é legalmente definido como pedofilia e pode ser extremamente angustiante para muitos espectadores”, dizia parte do texto.

 

“Aviso de gatilho: uma menina de 11 anos assiste a um videoclipe de rap feminino em que mulheres nuas desempenham papéis de dança em atos sexuais heterossexuais e lésbicos. Um grupo de dança feminina de 11 anos então imita esses movimentos sexuais através de si mesmas e umas das outras enquanto a câmera amplia suas partes sexuais enquanto elas se retorcem eroticamente. Isso pode ser muito angustiante para muitos espectadores”, acrescentava outro trecho.

 

“Nudez dos seios femininos de um menor durante uma cena de dança erótica e grandes e excessivas fotos de seios, bumbum e virilhas abertas de meninas de 11 anos com pouca roupa durante várias rotinas de dança sexualizada”, finalizava o texto.

 

FONTE: PORTAL GUIAME

 

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