26/07/2021 11h00

“Albertina”: filme catarinense conquista cinco prêmios em festival em Cannes

Entre os destaques estão as irmãs Jhulieny e Suieny Espíndola, que estrearam nas telas e levaram prêmios de melhores atrizes

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Irmãs Jhulieny e Suieny, que nunca tinham atuado, faturaram prêmios de melhores atrizes (Foto: Cia Boanova Filmes)

Irmãs Jhulieny e Suieny, que nunca tinham atuado, faturaram prêmios de melhores atrizes (Foto: Cia Boanova Filmes)

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Da pequena Imaruí, no Sul de Santa Catarina, para o mundo. Esse foi o feito que a Cia Boanova Filmes conquistou com o longa “Albertina — a história da menina que conquistou o Céu e o coração de todo um país”. A produção biográfica baseado na obra literária de Albi Israel da Silveira foi a grande surpresa no Cannes World Film Festival, conquistando todos os prêmios que disputou.

 

Além de melhor filme biográfico, “Albertina” venceu nas categorias melhor direção, com Luiz Fernando F. Machado, melhor cinematografia, com Marx Vamerlatti, melhor atriz estreante, com Jhulieny Espíndola e melhor atriz Infantil, com Suieny Espíndola.

 

O feito é ainda mais impressionante por se tratar de uma produção independente, que contou com a participação de muitos profissionais que nunca haviam trabalhado no cinema antes. As irmãs Espíndola, por exemplo, nunca haviam atuado em frente às câmeras.

 

É um feito enorme, imagina, e tudo sem recursos. Um filme com pessoas que nunca atuaram. Temos as duas meninas que conheciam o cinema só pela tela, levando prêmios de melhores atrizes”, diz o diretor do filme, Luiz Fernando F. Machado.

 

Em Cannes, o filme concorreu na categoria de melhor cinematografia, ao lado do filme “Sarogeto”, protagonizado por Eric Roberts (irmão da Júlia Roberts). A vitória veio para coroar todo o esforço da equipe.

 

Temos muito a comemorar. Este é um filme feito sem capital, a partir de uma estratégia de colaboração e integração popular e que está concorrendo com filmes comerciais de alto custo e mesmo assim está levando diversos prêmios”, comemora Fernando.

 

Cinema Popular

 

Além de Cannes, “Albertina” faturou prêmios em diversos outros festivais de cinema e mostrou que nem sempre é preciso de grandes estúdios de cinema para fazer uma boa produção.

 

O filme foi resultado do Curso de Cinema Popular, realizado gratuitamente em Imaruí, com o objetivo de capacitar pessoas para participar do longa sobre a beata Albertina Berkenbrock. Participaram do curso crianças e adolescentes no contraturno escolar e adultos no período noturno. Ao todo em torno de 3.000 pessoas da comunidade participaram do longa-metragem.

 

O curso foi realizado entre novembro de 2019 e fevereiro de 2020, sendo que as filmagens levaram um mês e terminaram antes da pandemia. A montagem foi feita na Bolívia. Além do reconhecimento nos festivais o filme recebeu Moção de Aplauso na Alesc e na Câmara Municipal de Tubarão. O diretor Fernando ganhou uma Moção de Aplauso na Câmara de Vereadores de Urussanga, sua terra natal.

 

Filme conta história de Albertina Berkenbrock

 

O longa produzido pela BoaNova Films conta a história de Albertina Berkenbrock, nascida na cidade de Imaruí, ao sul do estado. A beata morreu ainda na juventude. Em junho de 1931, foi assassinada após resistir a uma tentativa de estupro. Beatificada em 2007 pela Igreja Católica, a história da menina é exemplo de superação e fé para milhares de pessoas.


FONTE: ND+

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