11/01/2019 09h03 - Atualizado em 11/01/2019 09h04

Senador Paulo Bauer é cogitado para assumir cargo no governo de Jair Bolsonaro

Parlamentar do PSDB que não foi reeleito é investigado pela PGR

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Por Samuel Nunes - JSC

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O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) disse, nesta quinta-feira (10), que foi sondado pelo ministro-chefe Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para assumir uma função no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), assim que encerrar o mandato no Senado. O parlamentar deixará o cargo no Legislativo no dia 31 deste mês, com o fim da atual legislatura do Congresso.

 

Bauer foi candidato nas últimas eleições, quando tentou ser reconduzido ao cargo de senador, mas acabou ficando em quinto lugar na disputa. De acordo com o senador, Lorenzoni o procurou em dezembro de 2018, para saber se estaria disposto a ajudar no governo.

 

 

— Vou ter uma conversa com ele [Onyx] a partir do dia 20 para saber de que forma isso pode ser feito. Não existe uma ação minha para ocupar um cargo. Existe uma pergunta do ministro para saber se eu quero e posso ajudar e eu respondi que sim — afirmou o parlamentar, garantindo que não sabe qual função ocuparia no governo.

 

Bauer afirma que votou em Bolsonaro no segundo turno das eleições e que acredita no sucesso do novo governo. O parlamentar está em Florianópolis, nesta semana, aproveitando alguns dias de folga na Capital, com a família.

 

Investigação

Paulo Bauer é alvo de uma investigação da Procuradoria-Geral da República, que apura um suposto repasse ilegal de R$ 11,5 milhões da empresa Hypermarcas para a campanha dele ao governo de Santa Catarina, em 2014. Na ocasião, o tucano foi derrotado por Raimundo Colombo (PSD), que foi reeleito para a função.

 

A investigação surgiu a partir da delação premiada de um ex-diretor da empresa, que disse ter repassado o dinheiro por meio de caixa 2, para manter laços de relação com o político, caso ele assumisse o governo catarinense.

 

A abertura da investigação sobre o caso foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018. O senador e a defesa dele negam as irregularidades.

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