06/12/2019 11h30 - Atualizado em 06/12/2019 09h17

Hospital de Alfredo Wagner é fechado

Em casos de urgência e emergência, pacientes precisam se deslocar para outras cidades, entre elas Ituporanga

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Desde o dia 29 de novembro, os moradores de Alfredo Wagner não podem mais contar com os atendimentos de urgência e emergência do hospital. A unidade foi fechada mais uma vez, por tempo indeterminado, alegando dificuldades financeiras para continuar de portas abertas e a decisão deve impactar até mesmo no Alto Vale já que muitos pacientes acabam se deslocando para a região.

 

O ex-diretor do hospital, Pedro Jayme dos Santos, explicou que o hospital já havia sido interditado pela Vigilância Sanitária de Santa Catarina, em abril deste ano. O órgão determinou, naquela época, que a estrutura passasse por melhorias e reformas, além de ajustes nos atendimentos. “Através de uma liminar, nós conseguimos em pouco tempo voltar a atender a população e as exigências foram sendo cumpridas ao longo do tempo e no fim de julho, a Vigilância concedeu autorização para que nós voltássemos definitivamente com os atendimentos”, comenta.

 

Santos conta que a falta de recursos sempre foi um problema para o hospital, que já foi fechado em outras oportunidades. Ele alega que desde abril, a entidade não recebe os repasses do Sistema único de Saúde (SUS) pelos atendimentos e internações. “Nós não conseguimos contrato com o Governo do Estado para receber por esses serviços”, explica. De acordo com ele, os trabalhos foram mantidos até agora com os recursos que são repassados pela prefeitura, de quase R$ 50 mil mensais e o dinheiro arrecadado com a Festa do Barracão, evento que teve o lucro todo revertido para o hospital, mas agora a verba acabou. “O dinheiro da festa acabou início de novembro e só com o repasse da prefeitura não é possível manter o hospital funcionando”, afirma. O hospital tinha um déficit mensal de cerca de R$ 50 mil.

 

O ex-diretor agradeceu as pessoas que auxiliaram o hospital com doações e participando de eventos beneficentes ao longo dos anos, que contribuiram para que a entidade se mantivesse funcionando. “Lutaremos diariamente para que, em breve, tenhamos os recursos necessários e possamos reabrir nosso hospital para voltar a atender com os serviços de urgência, emergência e as internações”.

 

Prefeitura

 

O prefeito de Alfredo Wagner, Naudir Schmitz (MDB) afirma que está buscando alternativas para que o hospital volte a atender a população e a expectativa é criar uma organização não governamental que possa dirigir a unidade. Ele conta também que além do repasse de R$ 50 mil, a administração municipal também sedia um motorista e ambulância para auxiliar nos atendimentos, fazia a coleta do lixo hospitalar e auxiliava com 60% dos medicamentos.

 

Schmitz explica que atendimentos de urgência e emergência podem ser realizados nas Unidades Básicas de Saúde entre 7h e 18h, de segunda à sexta. Nos períodos em que não há atendimento, a orientação para os pacientes é para que procurem o SAMU ou que se dirijam até Bom Retiro ou Ituporanga, municípios vizinhos de Alfredo Wagner. Mas no Hospital Bom Jesus o prefeito conta que as pessoas têm encontrado dificuldades para serem atendidas. O motivo, segundo ele, é que Alfredo Wagner pertence a uma região diferente de Ituporanga. “Os atendimentos feitos no pronto socorro, são custeados pelo SUS. Eles alegam que nós temos que fazer pagamentos mensais para ter direito á prestação do serviço. Isso não existe em lugar nenhum. Só lá”, indaga.

A direção do Hospital Bom Jesus foi procurada para comentar sobre o caso, mas não quis se pronunciar.

 

Luana Abreu – Diário do Alto Vale

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