27/02/2019 14h40 - Atualizado em 27/02/2019 11h39

Homem é condenado a 101 anos de prisão pelo assassinato de três irmãs, em SC

Júri popular foi realizado nesta terça-feira

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Exatamente dois anos depois do crime, o homem acusado pela morte de três irmãs no município de Cunha Porã foi condenado a 101 anos de prisão em júri popular realizado ao longo desta terça-feira, dia 26, no próprio município. Jackson Felipe Lahr responde pelos assassinatos cometidos no dia 27 de fevereiro de 2017.

 

Os jurados aceitaram todas as qualificadoras apresentadas pela denúncia: motivo fútil, recurso que dificultou a defesa das vítimas e meio cruel. O crime foi tratado como feminicídio, o que aumentou a pena. Todas as teses da defesa foram desconsideradas pelos jurados.

 

Além da pena pelo triplo feminicídio, em regime fechado, o réu foi condenado a pagar uma indenização de R$ 600 mil às famílias das vítimas, tendo os bens já bloqueados pela Justiça.

 
Vítimas foram mortas a facadas em fevereiro de 2017 (Foto: Arquivo)

 

Jackson já estava preso na Unidade Prisional de Maravilha desde a época dos assassinatos, o crime ocorreu na Linha Sabiazinho, interior de Cunha Porã. De acordo com as investigações, o homem arrombou a porta da casa onde a família estava reunida. Com 19 facadas, assassinou a ex-cunhada Juliane Horbach, de 23 anos, que seria contrária ao relacionamento dele com a irmã Rafaela Horbach, de 15, também morta a facadas. Fabiane Horbach, de apenas 12 anos, ainda estava na casa e foi assassinada com sete golpes de faca.

 

O marido de Juliane, Gilvane Meyer, ainda teve 17 perfurações, incluindo pulmões e estômago. Ele fingiu a própria morte e conseguiu pedir ajuda a um vizinho após Jackson deixar a residência. Também segundo as investigações, o acusado não concordava com o fim do relacionamento que manteve por 11 meses com Rafaela, com quem teve um filho.

 

A juíza Janaína Linsmeyer Berbigier presidiu o júri popular. O Ministério Público teve os promotores Juliana Andréia Bertoldo e Gustavo Teixeira na acusação. A defesa de Jackson foi feita pelos advogados Adilson Luiz Raimondi e Heronflin Angelo Dallalibera, que chegaram a alegar insanidade mental do réu, mas o pedido foi negado pela corte.

 
Público lotou o local onde foi realizado o júri popular (Foto: Felipe Kreusch)

 

 

Sessão lotada

Em razão do espaço físico e da segurança de todos os envolvidos, o acesso ao público foi limitado pela organização da comarca. Mesmo assim, todos os 100 lugares foram ocupados, além de pessoas no lado de fora da sessão.

 

A segurança no local foi reforçada com 18 policiais cedidos pelo Ministério Público, Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça, Polícia Militar e Departamento de Administração Prisional.

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