12/09/2018 11h30 - Atualizado em 12/09/2018 10h39

Gasolina tem maior aumento em Santa Catarina desde junho

Na média nacional, os preços avançaram 1,78% entre as semanas

PUBLICIDADE
Por Karine Wenzel - Diário Catarinense

Por Karine Wenzel - Diário Catarinense

PUBLICIDADE
Delta Ativa

Encher o tanque voltou a ficar mais caro em Santa Catarina. O preço médio do litro da gasolina comercializada no Estado passou de R$ 4,091, na última semana de agosto, para R$ 4,148 no começo de setembro. O acréscimo de R$ 0,05 na semana passada representa um reajuste de 1,39%, o maior desde o levantamento de 27 de maio a 2 de junho, quando a gasolina subiu 3,36% em SC e chegou a R$ 4,308. 

 

No país, o valor médio da gasolina vendido nos postos subiu em 25 Estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada. Na média nacional, os preços avançaram 1,78% entre as semanas, de R$ 4,446 para R$ 4,525. Os dados são do último levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta segunda-feira. 

 

O sindicatos da categoria afirmam que o aumento do combustível está relacionado à alta do dólar e do preço de barril do petróleo. Desde julho do ano passado, a estratégia adotada pela Petrobras foi a de corrigir diariamente o preço da gasolina nas refinarias com base no valor de mercado do petróleo internacional:

 

— O cenário político das eleições está afetando o valor do mercado do dólar e a cotação do combustível está relacionada à variação do dólar, então a tendência é o combustível continuar subindo junto com dólar — explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais da Grande Florianópolis (Sindópolis), Lurran Nascimento de Souza, que acredita que o aumento das bombas deve continuar até as eleições. 

 

Em Santa Catarina, desde 26 de maio, com a greve dos caminhoneiros, o preço da gasolina chegou a R$ 4 e não saiu mais deste patamar. Na primeira semana de setembro, os maiores aumentos do preço da gasolina, em relação à semana anterior, foram registrados em Itajaí, que saiu de R$ R$ 3,820 para R$ 3,961, um acréscimo de 3,69%; e Blumenau, com 2,29%, chegando a R$ 4,150. Na contramão, dois municípios tiveram queda: Mafra (-0,59%) e Videira (-0,14%). 

 

Em Florianópolis, o preço médio da gasolina, em uma semana, passou de R$ 4,165 para R$ 4,228, um aumento de R$ 1,51%. Os preços médios mais altos do combustível foram encontrados em Concórdia (R$ 4,575), Caçador (R$ 4,416) e Xanxerê (R$ 4,363).  Já os mais baixos em Itajaí (R$ 3,961), Jaraguá do Sul (R$ 4,041) e Joinville (R$ 4,043). 

 

Sem título

 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de derivados de Petróleo de Blumenau e conselheiro da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Julio Cezar Zimmerman, reforça que os postos apenas estão repassando os reajustes praticados nas refinarias e distribuidoras:

 

— Desde o dia 12 de agosto o aumento passou de 15% na refinaria em virtude do aumento do barril de petróleo e do aumento do dólar. Isso dá em torno de R$ 0,30 no litro da gasolina. Os postos estão absorvendo os aumentos há tempo, com margem de lucro baixa. 

 

No início deste mês, no dia 6 de setembro, a Petrobras anunciou mudança na política de preços da gasolina. A estatal afirmou que continuará acompanhando as cotações internacionais e as variações do dólar, mas agora a área comercial pode propor períodos sem repasses de até 15 dias quando entender que o mercado está sendo pressionado por razões externas, como desastres naturais ou choques cambiais. Segundo Zimmermann, depois desse anúncio, não houve novos repasses na refinaria. Porém, vale lembrar, que depois desse “represamento” a estatal irá repassar o aumento acumulado no período. 

 
PUBLICIDADE