10/10/2018 09h56

Família de mulher que caiu do 10º andar de prédio em SC precisa de ajuda

Daiane Manoel precisou parar de trabalhar para cuidar da filha deficiente

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G1 SC

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Em 2011, a empregada doméstica Daiane Beatriz Manoel, que na época estava grávida de dois meses, caiu do 10º andar de um prédio no Centro de Florianópolis enquanto trabalhava. Mãe e filha sobreviveram, mas a vida dessa família não tem sido fácil. As vítimas precisam de apoio.

 

Daiane sofreu uma queda de mais de 30 metros que foi amortecida por uma árvore. A filha nasceu com vários problemas de saúde, entre eles a síndrome de Dandy Walker, que é uma deformidade no cérebro que provoca convulsões, e hidrocefalia.

 

Por causa disso, a menina de 6 anos tem necessidade de cuidados especiais 24 horas por dia. Ela não caminha, não fala e nem se alimenta normalmente. Daiane teve que parar de trabalhar para cuidar da filha, com a ajuda da filha mais velha de 14 anos. A situação ficou pior no ano passado, quando ela se separou do pai das crianças e passou a ter problemas graves de saúde.

 

“Eu comecei a entrar num quadro depressivo, eu comecei não consegui mais levar elas nos atendimentos necessários, ao ponto de eu não ter mais condições emocionais para isso. Eu comecei a me isolar dentro de casa, me culpando muito por não estar sendo a mãe que elas precisavam”, contou.

 

A orientação médica foi por uma internação num hospital psiquiátrico, mas existia a preocupação sobre quem ficaria com as crianças. O caso foi parar no Conselho Tutelar. O pai alegou não ter condições de ficar com as duas filhas, assim como a família de Daiane, na época.

 

Agora, as meninas correm o risco de irem para um abrigo durante o período que a mãe passar pelo tratamento.

 

“O Ministério Público, junto com o Conselho Tutelar fez um estudo do caso. Chegaram à conclusão que realmente ela não tem condições por estar nessa situação de depressão, e o juiz expediu mandado de busca e apreensão para levarem as crianças pra um abrigo. Só que a intenção da mãe e da família materna não é que as crianças fiquem no abrigo. Até porque a menor de 6 anos, que tem as deficiências, precisa de cuidados muito especiais”, disse a advogada Priscila de Mello.

 

Atualmente, mãe e filhas estão na casa de parentes em Florianópolis, que querem ajudar e ficar com elas. As advogadas que pegaram o caso trabalham para que as meninas continuem com a família materna.

 

“O problema se dá na falta de recursos financeiros para isso. O melhor seria se a mãe fosse para o tratamento e a avó materna recebesse recursos para poder ficar em casa cuidando das menores e também uma cuidadora”, disse a advogada.

 

Diante disso, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu para que seja feito um novo estudo do caso, para que as meninas fiquem com os familiares maternos e não sejam levadas pra um abrigo durante o tratamento da mãe. Mas ainda não há decisão judicial.

 

Enquanto isso, Daiane segue com medo que as filhas sejam levadas. Hoje elas vivem com o salário que vem de um benefício do governo e mais cerca de R$ 500 que o pai passou a depositar desde o fim do ano passado. Ela conta a com a solidariedade de quem se comove.

 

Ela conta com a solidariedade de quem que se comove com a história. “Graças a Deus apareceram verdadeiros anjos que começaram a doar as coisas para as necessidades das meninas, principalmente da Valentina, que é uma criança que exige cuidados quanto à alimentação, quanto ao leite, quanto às fraldas, que ela tem uma demanda muito grande”, disse.

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