29/01/2019 13h25 - Atualizado em 29/01/2019 10h49

Alunos de escolas públicas de SC vão cantar hinos e hastear bandeiras na entrada da aula

É um projeto simples, de baixo custo, com foco na proximidade e valores de cidadania

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Por Ânderson Silva / NSC

Por Ânderson Silva / NSC

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Um projeto implantado pela Polícia Militar (PM) no Centro de Integração Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC) de Camboriú, no Litoral Norte, será expandido para outras escolas públicas catarinenses ainda no primeiro semestre deste ano.

 
 

O programa leva diariamente policiais militares para atividades no horário de entrada dos alunos nas unidades como hasteamento das bandeiras, execução dos hinos e organização interna.

 

 

Além disso, eles participam de uma avaliação que gera mérito periodicamente. A intenção do comando-geral da PM é expandir o projeto para pelo menos 32 escolas.

 

O comandante-geral da corporação, coronel Araújo Gomes, diz que não se trata de militarizar as escolas, mas sim da implantação do modelo de polícia de proximidade, colocando os policiais dentro das escolas em contato com alunos a professores.

 

Na próxima semana, os comandos regionais da PM serão orientados sobre o novo modelo e estimulados a iniciar o contato entre Estado e municípios. A prioridade, explica o coronel, serão escolas dentro de áreas críticas, como em Camboriú, onde o CAIC está no bairro Monte Alegre, por anos um dos mais perigosos de Santa Catarina.

 

– É um projeto simples, de baixo custo, com foco na proximidade e valores de cidadania _ pontuou Gomes.

 

A primeira cidade a participar dessa nova etapa será Bombinhas. A escola municipal bilíngue recém-inaugurada já assinou convênio com a PM. Conforme o capitão Tiago Ghilardi, comandante corporação em Camboriú, os efeitos do projeto já foram sentidos com apenas um semestre de atuação.

 

Lá, a atividade foi testada entre julho e dezembro do ano passado. O número de falta dos alunos caiu 43% em comparação com o período anterior. Enquanto as ocorrências de indisciplina diminuíram 58%.

 

– A diretora comentou comigo que neste período de férias, diferente do que ocorria nos outros anos, não houve depredação, ninguém entrou lá dentro. Antes havia brigas entre os pais, discussão com professores _ relembra.

 

Com apenas um semestre de projeto, segundo Ghilardi, até mesmo o comportamento dos policiais mudou. Para que o modelo funcione, são necessários entre seis e oito servidores diariamente. Parte integra a patrulha escolar e o restante sairá do serviço administrativo.

 

Parceria

No dia 18 de janeiro, o projeto foi assunto de uma reunião entre Gomes e o secretário de Educação do Estado, Natalino Uggioni. No encontro, os dois também falaram sobre a ampliação do Proerd nas unidades catarinenses:

 

– Ações que fortaleçam valores de cidadania entre jovens e comunidade serão amplamente recebidas nas nossas escolas. Nossos estudantes serão multiplicadores de disciplina e respeito – afirmou o secretário após o encontro.

 

O projeto já está em andamento nas escolas municipais de Bombinhas e Camburiú. Na rede estadual, será realizado como projeto piloto em unidades escolares a serem definidas para avaliação e, posteriormente, ampliado para demais escolas.

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