17/01/2017 08h28

Tite classifica como surreal início na Seleção e sonha com a Copa do Mundo

O treinador sonha em ser campeão na Rússia

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Responsável por uma grande mudança da Seleção Brasileira, Tite está no comando da Canarinho há quase sete meses. Em números, é pouco tempo para quem tirou o Brasil da sexta posição na tabela de classificação das Eliminatórias e colocou na liderança e, de quebra, ainda transformou uma geração desacredita em uma das favoritas ao Mundial da Rússia.

 

Apesar de todo o apoio popular e da imprensa, o treinador não esperava o sucesso imediato. Em entrevista ao Jornal Extra, ele classificou como surreal tudo o que aconteceu neste período à frente da Seleção.

 

“Considero um sucesso, e aconteceu antes do que eu imaginava. É impressionante, porém, irreal. O futebol não é assim. A construção de uma equipe não é assim. Estou satisfeito não somente com os resultados, mas com a forma como os conquistamos. A gente tem que saber por que vence, por que perde ou empata. Se isso não é diagnosticado, ali na frente tropeçamos”, disse Tite em entrevista ao Jornal Extra.

 

Com seis vitórias, em seis jogos e a invencibilidade desde que assumiu a Canarinho, Tite sabe que uma hora a derrota chegará. 

 

“Ela é inevitável, mas estou querendo jogá-la o máximo possível para a frente. E digo para os atletas: “Um dia, vamos sair perdendo um jogo, e quero ver como vamos reagir emocionalmente”. Depois da vitória (3 a 0) sobre a Argentina, eu disse: “Passou, gente. Vamos pegar um time extremamente competitivo, o Peru, e é muito difícil marcar o Guerrero”. Mas o Marquinhos deu uma aula de como marcar um pivô”.

 

Com a irregularidade após a Copa do Mundo de 2014, a Seleção viveu momentos bastante complicados, como a eliminação na Copa América, os tropeços nas Eliminatórias e precoce saída da Copa América Centenário. Ao avaliar em que estado estava o elenco quando assumiu, Tite classificou como sem confiança.

 

“Não posso avaliar como era antes, mas a leitura que fiz foi de falta de confiança. Nosso primeiro jogo, contra o Equador, foi muito tenso. O sexto lugar nas Eliminatórias pressionava. Fico mal em te dizer que eu pedi que o grupo retardasse a batida de lateral. Não era por medo, mas para ter condição física. Não devolvi a alegria ao torcedor, mas um grupo de trabalho do qual faço parte está devolvendo”.

 

Tite afirmou que não teve nenhum tipo de contato com Dunga, seu antecessor, e que inclusive foi contra a escolha dele para comandar a Canarinho.

 

“Não conversei com o Dunga e não fui ao encontro dele. Se eu fosse o Dunga, teria a expectativa de continuar um trabalho. Imagino a frustração dele. E se ele tivesse permanecido e alcançado essas seis vitórias (nas Eliminatórias)? Eu, pra dizer a verdade, gostaria de ter pego lá no início. Fui contra (a escolha de Dunga) e me manifestei. Achei que era meu momento, pelo trabalho que realizei. Quando fui chamado, acha que não tive medo de ser o técnico responsável por não levar a seleção para uma Copa? Admito que eu estava em um projeto do Corinthians de dois anos e fui egoísta. Olhei para meu lado, para a realização pessoal”.

 

Agora, prestes a conquistar a classificação para a Copa do Mundo, o treinador sonha em ser campeão na Rússia.

 

“Penso nisso, sim, mas por enquanto é um sonho para depois da classificação, que está próxima. Temos um grupo em evolução. Isso é fascinante. Willian tem potencial, Neymar, (Philippe) Coutinho e Marquinhos estão em crescimento. Thiago (Silva), Marcelo e Daniel Alves são da safra que já atingiu seu melhor. Isso faz o olho brilhar. É uma base para 2018 e para outra Copa do Mundo”.

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