21/08/2019 11h11 - Atualizado em 21/08/2019 08h57

Polêmica com Celso, técnico de Diniz e Marcão e parabéns no Maracanã: a relação de Oswaldo com o Fluminense

Semifinalista com o Tricolor no Brasileirão em 2001 e com saída conturbada em 2006

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Oswaldo de Oliveira foi o técnico escolhido pelo Fluminense após os insucessos da diretoria nas tratativas com Abel Braga e Dorival Júnior. O experiente treinador de 68 anos chega para substituir Fernando Diniz, demitido no começo da semana em razão dos resultados no Brasileirão. Oswaldo, porém, ainda não comandará o time nesta quinta-feira, contra o Corinthians, pelas quartas de final da Sul-Americana. O Tricolor terá o auxiliar Marcão na beira do gramado.

 

Curiosamente, Fernando Diniz e Marcão, quando jogadores, foram comandados pelo próprio Oswaldo de Oliveira em passagens anteriores do treinador no Fluminense. Com a dupla, Oswaldo conduziu a equipe às semifinais do Brasileirão de 2001. Em seu retorno em 2006, reencontrou Marcão, volante titular absoluto em ambas as passagens.

 

Quanto a Diniz, Oswaldo considerava o meia praticamente como um “técnico dentro de campo”, já prevendo uma futura carreira. Em 2016, em uma palestra, rasgou elogios ao ex-pupilo, que na época despontava como técnico ao ser vice-campeão paulista.

 

– Fernando Diniz foi meu jogador em quatro times, sempre teve essa personalidade forte. Ele ousou, fez, tomou gol, e virou chacota no Audax. Precisou do resultado para ser reconhecido, precisou ganhar do São Paulo e do Corinthians para ser reconhecido – lembrou.

 

 

Oswaldo de Oliveira e Fernando Diniz em 2001 no Fluminense — Foto: Reprodução SporTVOswaldo de Oliveira e Fernando Diniz em 2001 no Fluminense — Foto: Reprodução SporTV

Oswaldo de Oliveira e Fernando Diniz em 2001 no Fluminense — Foto: Reprodução SporTV

 

Em sua terceira passagem pelo Fluminense, Oswaldo reencontrará outro velho conhecido: o vice-presidente Celso Barros. Em 2006, inclusive, creditou sua demissão à pressão do ex-presidente da Unimed/Rio, patrocinadora do clube na época e hoje um dos principais entusiastas de seu retorno.

 

– Pelo que me foi passado, foi pressão do patrocinador. E posso avaliar isso porque meu critério de avaliação de escalação da equipe não passava por nenhum índice que não fosse técnico. Nunca fiz distinção entre jogador de patrocinador e de Xerém. Acho que isso não estava agradando e, por esse motivo, estou deixando o Fluminense – declarou na ocasião.

 

 

Celso Barros, vice-presidente do Fluminense — Foto: Lucas MerçonCelso Barros, vice-presidente do Fluminense — Foto: Lucas Merçon

Celso Barros, vice-presidente do Fluminense — Foto: Lucas Merçon

 

Parabéns cantado pela torcida no Maracanã

Oswaldo não foi campeão pelo Fluminense, mas ficou marcado por sua primeira passagem, quando foi semifinalista do Brasileiro de 2001, campanha expressiva em um momento de reerguimento do clube. A imagem mais marcante daquela campanha foi o parabéns cantado pela torcida tricolor no Maracanã em seu aniversário, no dia 5 de dezembro, em jogo contra a Ponte Preta. Este ano, dias depois desta data, o Fluminense estará encerrando sua campanha no Brasileirão 2019. Resta saber se dessa vez Oswaldo voltará a receber os parabéns da torcida tricolor.

 
 

Desconfiança da torcida

O anúncio de Oswaldo Oliveira como novo técnico do Fluminense pegou a torcida tricolor de surpresa. Nas redes sociais e na enquete do GloboEsporte.com, a maior parte dos internautas desaprovou a escolha feita por Mário Bittencourt e Celso Barros.

 

 

Os resultados discretos em seus trabalhos mais recentes no Brasil se sobrepuseram ao vitorioso início de carreira no início dos anos 2000 na opinião geral. Sucessor de Vanderlei Luxemburgo no Corinthians, Oswaldo foi Campeão Paulista e Brasileiro em 1999 e Mundial em 2000. Nesse mesmo ano, levou o Vasco às semifinais da Copa João Havelange e da Mercosul, sendo demitido após desentendimento com Eurico Miranda.

 

Em 2002 faturou o Supercampeonato Paulista com o São Paulo. Anos depois, teve passagem vitoriosa no futebol japonês pelo Kashima Antlers, com oito títulos entre 2007 e 2011. Seu trabalho de expressão mais recente no Brasil foi em 2013 no Botafogo, onde foi campeão carioca e levou o time de Seedorf e cia. à Libertadores do ano seguinte.

 

De lá para cá, foram passagens rápidas e sem resultados expressivos por Santos, Palmeiras, Flamengo, Sport, Corinthians e Atlético-MG. Passou também por Atlético-MG, Al Arabi, Sport, Flamengo, Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Al-Ahli e Vitória. Neste período chegou a treinar o Al-Arabi, do Qatar. Seu último trabalho foi à frente do Urawa Reds, do Japão, onde levantou a Copa do Imperador de 2018. Oswaldo estava sem clube após o 1º semestre deste ano.

 

No Fluminense Oswaldo tem duas missões em 2019: melhorar a campanha da equipe no Brasileirão (18ª colocada com 12 pontos em 15 jogos) e espantar o risco de rebaixamento, e buscar o título da Sul-Americana. Seu contrato é por tempo indeterminado. Pode ser encerrado unilateralmente por ambas as partes a qualquer momento. O sucesso é que ditará a nova parceria.

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