16/05/2018 11h11 - Atualizado em 16/05/2018 09h02

E o Scarpa? Um mês após audiência, jogador, Flu e Palmeiras aguardam decisão

Enquanto isso, Scarpa mantém forma com treinos particulares e joga futsal

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Um mês se passou desde a audiência do imbróglio entre Gustavo Scarpa e Fluminense no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) e, até o momento, o caso segue sem definição. Jogador, clube carioca e o Palmeiras aguardam o veredicto da juíza Dalva Macedo.

 

Gustavo Scarpa não pode treinar pelo Palmeiras. Vínculo válido até o momento é com o Fluminense (Foto: Tossiro Neto)Gustavo Scarpa não pode treinar pelo Palmeiras. Vínculo válido até o momento é com o Fluminense (Foto: Tossiro Neto)

Gustavo Scarpa não pode treinar pelo Palmeiras. Vínculo válido até o momento é com o Fluminense (Foto: Tossiro Neto)

 

No dia 16 de abril, a magistrada, titular da 70ª Vara do Trabalho do Rio, estabeleceu dez dias úteis para ambas as partes apresentarem as considerações finais. O prazo terminou no fim do mês. A partir desta data, a juíza pode emitir sua decisão. Porém, sem prazo pré-definido. O processo corre em segredo de Justiça.

 

Um dos motivos da demora pode ter sido em razão de um documento juntado pelos advogados de Scarpa após encerrada a instrução processual. O Fluminense solicitou a retirada dos arquivos e teve o pedido aceito.

 

Enquanto não há uma decisão final sobre o caso, segue valendo o julgamento realizado em março no TRT-RJ que cassou a liminar que liberava o jogador para assinar com o Palmeiras. Desta forma, ele permanece vinculado ao clube carioca.

 

Antes da audiência, Fluminense, Palmeiras e estafe do jogador chegaram a conversar, mas não entraram em acordo.

 

Treinos particulares e jogos de futsal

Sem atuar desde 11 de março, Gustavo Scarpa parou de frequentar a Academia de Futebol do Palmeiras dias depois do duelo contra o Ituano, quando marcou os dois gols na vitória alviverde pela última rodada da fase de grupos da Paulistão. Também não se apresentou ao Fluminense.

 

 

Gustavo Scarpa em jogo de futsal (Foto: Bruno Mendes/ Assessoria de Imprensa de Bragança Paulista)Gustavo Scarpa em jogo de futsal (Foto: Bruno Mendes/ Assessoria de Imprensa de Bragança Paulista)

Gustavo Scarpa em jogo de futsal (Foto: Bruno Mendes/ Assessoria de Imprensa de Bragança Paulista)

 

Desde então, o meio-atacante vem mantendo a forma na cidade de Hortolândia (SP). Ele contratou um profissional para realizar treinamentos particulares enquanto aguarda desfecho da sua situação na Justiça.

 

Scarpa tem tido tempo até para atuar no futsal. Pela equipe da sua cidade, ele chegou a marcar três gols em uma vitória por 4 a 2 da equipe da sua cidade contra Bragança Paulista, pela Liga Campineira.

 

 

Antes de assinar com Gustavo Scarpa também manteve forma em treinos particulares (Foto: Arquivo pessoal)Antes de assinar com Gustavo Scarpa também manteve forma em treinos particulares (Foto: Arquivo pessoal)

Antes de assinar com Gustavo Scarpa também manteve forma em treinos particulares (Foto: Arquivo pessoal)

 

O Palmeiras acompanha o caso e aguarda para poder contar o retorno do atleta ao seu elenco. O presidente Maurício Galiotte já se colocou à disposição do Fluminense para contribuir com o caso, mas o dirigente aguarda a definição entre jogador e clube carioca.

 

Entenda o caso

Scarpa entrou na Justiça pedindo rescisão de seu contrato com o Fluminense em 22 de dezembro de 2017. O processo movido pelo jogador tem valor de R$ 9,282 milhões e se baseia em atraso no pagamento de vencimentos, como direitos de imagem e FGTS.

 

No dia 12 de janeiro deste ano, a juíza Dalva Macedo negou o pedido de liberação antecipada enquanto o processo estivesse em andamento e marcou uma audiência para ouvir ambas as partes. Um dia depois, porém, o atleta entrou com um mandado de segurança em segunda instância e conseguiu se desvincular do time carioca.

 

Ele foi anunciado pelo Palmeiras em 15 de janeiro e atuou disputou oito partidas pelo novo clube, marcando dois gols. A liminar, porém, foi cassada pelo TRT em 15 de março e referendada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) posteriormente.

 

Em 16 de abril, o jogador teve negado, em audiência com a juíza Dalva Macedo, um novo pedido de liberação do Fluminense antes do fim do processo. Paralelamente, recebeu um posicionamento favorável do Ministério Público do Trabalho

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