27/01/2017 15h40 - Atualizado em 27/01/2017 14h08

Como dispensa de Edmundo quase acabou com a carreira de Léo Moura

Edmundo tinha sido mandado embora do Botafogo

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Um dos mais experientes jogadores em atividade no futebol brasileiro, Léo Moura faturou muitos títulos, vestiu camisas de alguns dos maiores clubes do Brasil e serviu até a seleção brasileira. Por muito pouco, porém, o atual lateral do Grêmio quase teve sua carreira interrompida antes mesmo de virar profissional, em 1996. Tudo por conta de um inchaço nas categorias de base do Botafogo, clube no qual ele tentava se firmar. 

 

“O Edmundo tinha sido mandado embora do Botafogo uns anos antes e tinha estourado logo depois no Vasco. Por isso, ninguém queria assinar as cartas de dispensa dos atletas com medo que isso se repetisse”, contou Júnior Lopes, então auxiliar técnico do time sub-20 do Botafogo e atualmente treinador da Cabrofriense, ao ESPN.com.br.

 

O filho de Antônio Lopes se espantou com a quantidade exagerada de garotos no clube alvinegro.

 

“Tinham quase 100 jogadores no sub-20, ninguém queria assumir a responsabilidade e depois se arrepender. Eram 60 atletas inscritos e mais 40 fazendo experiência. Logo em seguida assumiu o cargo de treinador o Dé Aranha, famoso por trabalhos na base das equipes do Rio de Janeiro e comentarista da Rádio Globo”.

 

“Eu jogava uma pelada com ele e éramos amigos. Falei um dia: ‘Não podemos trabalhar com 100 jogadores’. Ele respondeu: ‘Vou confiar em você e vamos começar um novo trabalho. Para isso, vamos ficar só com três jogadores por posição'”.

 

A princípio, ficariam 33 jogadores entre os 60 jogadores inscritos. Os outros 40 seriam dispensados, mas Lopes teve outra ideia.

 

“Pedi para que o Dé observasse mais dois garotos por uns dias para ficarmos com um elenco de 35. Caso não gostasse, ele poderia mandá-los embora. Eu fiz uma seleção entre os 40 e os dois garotos que mais se destacaram foram o Cauê, que acabou não vingando, e outro que se chamava Leonardo”.

 

O tal meia Leonardo, que no futuro viraria lateral e seria conhecido como Léo Moura, não desperdiçou a oportunidade.

 

“Ele colocou os dois meninos no grupo. Depois um período de treinos, o Dé gostou do que viu e eles foram incorporados. Depois, fomos tricampeões cariocas do sub-20 e Léo seguiu essa carreira brilhante que todos conhecem”.

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