11/07/2019 17h00 - Atualizado em 11/07/2019 14h17

Pai cria projeto ecológico para deixar lição ambiental para os filhos

Diego já tirou quase três toneladas de lixo do rio que passa atrás da casa dele

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Botas, luvas e uma rede especial. É quando volta para casa, já no fim da tarde, que o vendedor ambulante Diego Saldanha assume outra função: a de zelador do Rio Atuba. O rio passa atrás da casa dele, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba – uma convivência de mais de 30 anos. “Eu nasci aqui na região e quando era criança lembro que a gente pescava e até nadava no rio. Mas, com o passar do tempo, percebi que o rio estava morrendo”, conta Diego.

 

E foi pensando em salvar o rio e também nos filhos, Eduardo, de 11 anos, e Luan, de 6, que ele resolveu fazer algo para mudar a situação. “Meus filhos sempre me perguntavam por que não podiam nadar ali e eu expliquei que era por causa da sujeira da água e pelo risco de doenças. Foi aí que eu decidi fazer minha parte como cidadão e deixar um exemplo para eles, como pai”, disse ele ao Sempre Família.

 

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Sob os olhares atentos dos meninos, Diego então pegou alguns galões de plástico vazios que tinha em casa, amarrou à uma rede de pesca e estendeu a engenhoca sobre o rio. A ideia era criar uma barreira ecológica que segurasse os objetos maiores arrastados pela correnteza para que depois ele pudesse recolher. Surgiu, então, a “ecobarreira”.

 

Com o tempo, Diego foi aprimorando o projeto e em pouco mais de dois anos já foram quase 3 toneladas de lixo retiradas do leito do rio. “Aqui vem de tudo, fogão, geladeira, sofá, rodas de carro, capacetes, garrafas de plástico e até uma máquina de lavar roupa eu já achei”, revela.

 

A ecobarreira rendeu a Diego reconhecimento em várias partes do país, além de prêmios nacionais. Mas os resultados que ele mais comemora são os que vem de casa. “Hoje eu percebo que os meus filhos têm uma consciência ambiental que eles não tinham antes. Eles até incentivam os amiguinhos da escola a não jogarem lixo no chão e a falarem com os pais deles para não jogarem objetos no rio. A conscientização foi, sem dúvida, a maior mudança na vida deles”, revela.

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