15/04/2019 10h45 - Atualizado em 15/04/2019 08h53

Com doença de pele rara, mulher não deixa que críticas a impeçam de usar biquíni

Rachael Reynolds sofre de neurofibromatose tipo 1 (NF1), que deixou seu corpo coberto de lesões

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Rachael Reynolds, de 43 anos, sofre de um transtorno genético raro, conhecido como neurofibromatose tipo 1 (NF1), que leva ao crescimento de tumores junto aos nervos, fazendo com que seu rosto, pescoço, braços, costas, barriga e pernas fiquem cobertos de erupções.

 

Rachael foi criticada e insultada por causa da doença durante anos, o que a levou a sentir vergonha do próprio corpo e a mantê-lo escondido. Mas desenvolveu a autoconfiança necessária para usar um biquíni em público.

 

Mas ao fazer parte do programa de televisão britânico ‘House of Extraordinary People’, no qual nove pessoas viveram juntas em um chalé em Yorkshire, por 10 dias, uma grande mudança aconteceu e Rachael começou a se sentir mais confortável em sua própria pele.

 

A experiência lhe deu a coragem para usar um biquíni durante as filmagens de uma cena em uma jacuzzi, e agora ela planeja usar seu biquíni com mais autoconfiança durante o verão. “Quando entrei na casa eu nunca imaginei que iria tirar minha camiseta na frente das câmeras,” disse Rachael, de Huddersfield, West Yorks.

 

“Eles também não sabiam, já que parte das minhas lesões estava escondida, então ficaram chocados quando eu entrei na jacuzzi usando um biquíni.  Agora, eu não tenho mais tanta vergonha de vestir o que eu quiser, e não me importo tanto com o que os outros pensam. Estou mais confortável na minha própria pele”.

 

Rachael herdou a doença de seu pai, mas sua pele só começou a mudar quando ela completou 13 anos [Foto: SWNS]
 

A mãe de quatro filhos herdou a doença de seu pai, que também sofria com as mesmas erupções na pele. No entanto, sua aparência só começou a mudar quando ela entrou na puberdade, por volta dos 13 anos. A situação se complicou cada vez mais com cada uma das suas gestações.

 

Por causa de sua condição, Anna foi cruelmente insultada nas ruas, ouvindo críticas de completos estranhos, que diziam que ela parecia ter sido mordida por um crocodilo.

 

A autoconfiança de Rachael era tão pequena que ela achava que jamais conheceria alguém que pudesse amá-la da forma como ela era. No entanto, depois de reencontrar um antigo conhecido, Mike, os dois se apaixonaram. Rachael contou que ele foi o primeiro homem em sua vida que a “tratou como um ser humano”.

 

O casal começou a namorar em 2003 e se casou dez anos depois. Atualmente, os dois moram na Inglaterra com seus quatro filhos.

 

Rachael aprendeu a amar o seu corpo [Foto: SWNS]
 

De acordo com o NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido), a NF1 é causada por um gene defeituoso. Se o gene NF1 é defeituoso, isso leva ao crescimento descontrolado de tumores que se desenvolvem no sistema nervoso.

 

Em metade dos casos de NF1, o gene é transmitido dos pais para os filhos. Apenas um dos pais precisa tê-lo para que a criança corra o risco de desenvolver a doença. Se a mãe ou o pai tem o gene defeituoso, há 50% de chance de que cada filho o herde.

 

Em outros casos, o gene defeituoso parece se desenvolver espontaneamente, mas os médicos não sabem ao certo por que isso acontece. Embora os filhos de Rachael não pareçam ter herdado a condição, eles se entristecem com o abuso verbal que sua mãe vem sofrendo ao longo dos anos.

 

Rachael fez cirurgias dolorosas e tratamentos a laser para remover as lesões no corpo, mas sabe que a neurofibromatose tende a piorar com o passar dos anos, e que não há uma cura.

 

Felizmente, hoje ela se sente capaz de aceitar o seu corpo da forma como ele é, e se recusa a escondê-lo no verão. “Eu espero conseguir viajar e usar um biquíni, sem me importar com o que as pessoas vão pensar,” disse Rachael. “São as minhas férias, não as deles”.

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