17/10/2019 11h12 - Atualizado em 17/10/2019 09h24

Cientistas têm mais informações sobre “ovo” de cristal gigante em mina de prata

Enquanto isso, quem quiser ver esta beleza de perto já pode entrar na mina e na caverna

PUBLICIDADE
HypeScience

HypeScience

PUBLICIDADE
Delta Ativa

Perto da cidade de Pulpí (Espanha), há uma mina de prata abandonada. Nesta caverna há uma abertura vertical que leva pessoas para uma caverna a 50 metros abaixo da superfície. Esta câmara não se parece com nenhuma outra no mundo.

 

A caverna tem formato de ovo e sua superfície de cristais transparentes é cheia de pontas afiadas. Este é um dos maiores geodos conhecidos no mundo, formações rochosas que ocorrem em rochas vulcânicas ou sedimentares.

 

É possível entrar nesta sala de cristais que foi descoberta há apenas 20 anos – várias pessoas cabem nos 11 m³ da cavidade. Outra caverna belíssima é a Caverna dos Cristais da mina Naica, no estado mexicano de Chihuahua.

 

“Descobrir a formação [da caverna espanhola] tem sido uma tarefa muito difícil porque ao contrário do caso de Naixa, onde o sistema hidrotérmico ainda está ativo, o grande geodo de Pulpí é um ambiente fossilizado”, diz o geólogo e especialista em cristais Juan Manuel García-Ruiz, da Universidade de Granada (Espanha). Ele acaba de publicar um trabalho sobre esta caverna.

 

No estudo, García-Ruiz e seus colegas tentaram reconstruir a história geológica do geodo, analisando amostras do ambiente mineral ou geoquímico do ambiente, além de mapear em detalhes as estruturas geológicas da mina que cerca a câmera de cristais.

 

De acordo com os pesquisadores, os cristais de selenite cresceram através de um “mecanismo auto-alimentador”, por conta da grande presença de sal oriundo da dissolução de anidrita.

 

Esse processo acontece a uma temperatura de cerca de 20°C, e foi amplificado por um fenômeno chamado maturação Ostwald, em conjunto com oscilações de temperatura que a que o geodo foi exposto.

 

O que os pesquisadores não conseguiram determinar com exatidão foi a idade da formação do cristal. O pesquisador afirma que os cristais têm provavelmente mais do que 60 mil anos e menos do que 2 milhões de anos.

 

Ou seja, este é um intervalo enorme, e novos estudos na área são necessários para conseguir determinar melhor a idade dos cristais.

 

Enquanto isso, quem quiser ver esta beleza de perto já pode entrar na mina e na caverna. O governo espanhol abriu em agosto de 2019 a liberação para visitação de turistas. [Science AlertGeology]

PUBLICIDADE